
3 World Bike Tour
São Paulo para a cidade
Manhã de terça-feira, São Paulo faz 457 anos e é feriado estadual. O céu azul acompanhado de um forte sol é como um presente após semanas de chuvas que resultaram em diversas tragédias e caos, ainda visíveis em diversas regiões.

A cidade chegou a um ponto de ter uma rádio especializada em divulgar informações sobre o trânsito e rotas de fuga aos motoristas. Neste dia ela anuncia trânsito pesado na Marginal Pinheiros e imediações. Desta vez não é por excesso de veículos, alagamentos ou algum tipo de acidente. O motivo é bicicletas.
O dia 25 de janeiro foi a data escolhida para a realização da 3ª edição do WBT SP (World Bike Tour São Paulo), passeio ciclístico concebido em 2006 na Europa que consiste em colocar mais bikes nas ruas para promover e incentivar o seu uso nos grandes centros urbanos.
O grande diferencial do WBT SP são as empresas patrocinadoras. Um banco junto com a parceria da Prefeitura de São Paulo, o Governo Federal, a maior emissora de Rádio e TV do país e uma das mais conhecidas indústrias e montadoras de bicicletas do Brasil.
Isso resultou em uma ampla divulgação na mídia aberta e o principal, cada participante inscrito paga uma taxa de R$ 180,00 e ganha uma bicicleta com um valor bem acima da inscrição, capacete, dorsal com identificação do ciclista, mochila, camiseta, medalha e diploma de participação.

“Mesmo não sendo brasileiro acho extremamente importante um evento como este em São Paulo. Mais de sete mil bicicletas novas estão nas ruas. A presença da secretaria de transportes neste passeio origina um pensamento de novas ciclovias e ciclofaixas”, comentou Diamantino Nunez, português presidente do Comitê WTB (World Bike Tour).
A organização disponibilizou sete mil inscrições, mil a mais que o ano anterior. O número é muito longe da demanda de pessoas interessadas em participar. Isso faz com que as vagas se esgotem poucas horas depois da abertura no site.
Muitas pessoas que não conseguiram se inscrever, seja pelo valor ou por falta de vagas incluíram um grupo que ficou conhecido como a “ala dos excluídos”. Cerca de duas mil pessoas em estimativa não oficial com diversos perfis. Ciclistas profissionais, entusiastas, famílias inteiras e os típicos personagens dos passeios ciclísticos brasileiros que vão fantasiados e com inúmeras bikes artesanais exóticas.
Essas pessoas foram barradas pela organização e ficaram cerca de 90 minutos esperando a liberação da ponte Octávio Frias de Oliveira, “Ponte Estaiada”, para seguirem no trajeto do WBT SP que percorreu a pista expressa da Marginal Pinheiros por aproximadamente 9 km e terminou na USP (Universidade de São Paulo).
Muitos ciclistas não se importaram com o barramento e aguardaram a abertura com muito bom humor. Foi o caso de Antônio Aguinaldo da Silva, pernambucano que mora e trabalha no Bairro de Paraisópolis em São Paulo.
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Reportagem, texto e fotos por: Álvaro Perazzoli
