REVISTA BICICLETA - Mortes no triatlo são mais comuns do que em maratonas, diz estudo
Divulgue sua marca aqui!
Pneus Kenda

O Portal
da Bicicleta

SHIMANO
Revista Bicicleta - Edição 79

Leia

Revista
Bicicleta



Notícias

Mortes no triatlo são mais comuns do que em maratonas, diz estudo

Após mais uma morte de triatleta, cardiologista cita pesquisa que mostra aumento de eventos fatais. Doenças cardiovasculares, como obstruções das coronárias, e do miocárdio estão em 44% dos casos

583 visualizações

Mortes no triatlo são mais comuns do que em maratonas, diz estudo
Foto: Divulgação/Eu vou de bike

Em abril deste ano um triatleta morreu numa prova no Rio de Janeiro. No último fim de semana, um outro competidor desapareceu no mar de Fortaleza. Os dois eram experientes e na faixa dos 40 anos. Seria o triatlo um esporte onde o risco de vida está subnotificado? Por coincidência, uma grande pesquisa científica sobre mortes no triatlo foi divulgada nos Estados Unidos, em setembro, na revista “Annals of Internal Medicine”. O artigo causou forte impacto médico com a conclusão de que paradas cardíacas recuperadas e mortes durante as provas de triatlo não são raras e excedem a estatística conhecida de uma morte para cada cem mil atletas nas corridas de maratona (42km).

Cardiologista alerta para o perigo de não fazer uma avaliação prévia completa do coração - Foto: Rafael Farnezi

De 2006 até 2015, ocorreram 1,74 eventos fatais para cem mil participantes, número baseados em dados oficiais de registros de mortes de atletas do governo dos EUA, e contatos com familiares das vítimas. Numa projeção conservadora dos esportistas que completaram as provas, chegaram ao total de nove milhões de atletas que concluíram as diversas provas.

Foram encontrados 135 eventos médicos graves: 120 cardíacos e entre eles 107 mortes súbitas e 13 paradas cardíacas ressuscitadas, além de 15 mortes por traumas acidentais durante o segmento de ciclismo (choque contra carros, quedas, colisões contra objetos fixos como árvores e trilhos).

"Pelo que pude concluir é que muitos atletas afirmam que não sentem nada e por isso não precisam de avaliações. Ou então que "o meu parceiro de provas disse que pelo fato de praticar esportes há muito tempo não devo ter nada". Nada acontece por acaso, as mortes ou eventos médicos acontecem por uso de drogas, doenças não diagnosticadas, não valorizadas ou por excessos físicos".

 

Das causas cardíacas descobertas nas necropsias, 44% tinham doença cardiovascular, a maioria com graves obstruções das coronárias e outras doenças do miocárdio, seguramente fáceis de diagnosticar na avaliação de um especialista em cardiologia. A maior parte dessas mortes foi de homens (85%) com mais de 40 anos. Vários médicos que acompanharam esses trabalhos afirmaram que para mudar essas estatísticas as avaliações não devem ser genéricas e simples.

Noventa das 135 mortes e paradas cardíacas (67%) ocorreram nas provas de natação, que é a primeira modalidade do triatlo. Isso causou muitas perguntas: por ser a primeira prova, a adrenalina está no mais alto nível? Ou seria um problema de logística que tem que ser revista para detectar algo errado com o atleta? Enfim, mortes no esporte são raras mas não deveriam existir.

Formado em medicina pela FM de Sorocaba PUC-SP, Doutor em Cardiologia pela FMUSP , Chefe da Seção CardioEsporte do Instituto Dante Pazzanese Cardiologia, Especialista por concurso em Cardiologia e Medicina do Esporte, Coordenador da Clínica CardioEsporte do HCor, CRM SP 15715 , Prêmio Jabuti de Literatura Ciência e Saúde. www.cardioesporte.com.br. (Foto: EuAtleta)

Curtiu esse post?

Quer receber mais conteúdo sobre bicicleta e ciclismo em sua casa? Então clique aqui conheça nossas ofertas de assinatura.

Comentários Facebook
Comentários
Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar.

Para postar seu comentário faça seu login abaixo.

E-mail
Senha

 

Cadastre-se Aqui | Esqueceu a senha?

Edições On-lineCadastre-se Esqueceu a senha?
E-mail
Senha
Revista Bicicleta 2012 © Todos os Direitos Reservados