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Empresa de compartilhamento de bicicletas de 18 meses vale US$ 1,1 bilhão

Buscando inovar o setor de compartilhamento de bicicletas, o serviço da Lime não possui estações fixas, uma ideia que se tornou muito popular na China

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Empresa de compartilhamento de bicicletas de 18 meses vale US$ 1,1 bilhão
Foto: © LimeBike

Após seu lançamento, que aconteceu há apenas 18 meses, a Lime já conseguiu arrecadar US$ 382 milhões em venture capital, sendo avaliada agora em US$ 1,1 bilhão. O investimento, além de refletir as ambições da empresa em relação ao seu serviço de compartilhamento de bicicletas e scooters, reflete também os enormes custos e a competição frenética que a empresa enfrenta.

A rápida ascensão da Lime, antes conhecida como LimeBike, também reflete a enorme disrupção que está ocorrendo em toda a indústria de mobilidade. De acordo com Caen Contee, vice-presidente de marketing e parcerias da Lime e um dos primeiros funcionários da empresa, a Lime foi fundada com base em que quase todas as facetas do transporte tradicional estão sendo reinventadas. Como essa transformação está acelerando, a empresa também está determinada a escalar rapidamente para aproveitar a oportunidade. “Há uma tempestade perfeita acontecendo”, disse ele. “A economia fala por si.”

Essa abordagem gerou enorme controvérsia, tanto para a Lime quanto para concorrentes como a Bird, que levantou US $ 400 milhões em venture capital para seu serviço de scooters elétricosrecentemente. Além disso, a avalanche de scooters elétricos e bicicletas provocou uma reação negativa em algumas cidades – São Francisco, por exemplo, encerrou os programas de scooters elétricos e criou um processo de solicitação de licença para que os mesmo voltem a circular na cidade.

De acordo com o parceiro da Index Ventures, Martin Mignot, é exatamente o contrário que o mundo precisa. Segundo ele, a crescente densidade populacional em áreas urbanas exige uma revolução no transporte, por razões financeiras e ambientais. “Iniciativas como essas têm o potencial de melhorar a mobilidade urbana e melhorar nosso cotidiano – e não menos importante, nossa saúde. Mas uma mudança em larga escala só acontecerá se os prefeitos e reguladores de todo o mundo aceitarem a necessidade de substituir as estruturas estáticas por um conjunto dinâmico de regras: um novo manifesto de mobilidade”, diz.

Abordagem diferenciada

A ideia da Lime era introduzir um serviço que permitisse que regiões acelerassem a implantação de serviços de compartilhamento de bicicletas. Até então, principalmente nos EUA, as cidades estavam implantando programas de compartilhamento de bicicletas com redes limitadas. Há alguns anos atrás, por exemplo, o governo da Bay Area apresentou o Ford GoBike, um serviço superfaturado que envolvia colocar estações com o logotipo da Ford espalhados pelos bairros para retirada de bicicletas.

Tais sistemas exigem grandes investimentos dos governos locais e podem levar tempo para serem configurados. Para contornar essas questões, a Lime buscou implantar sistemas de compartilhamento de bicicletas sem estações fixas, uma ideia que se tornou muito popular na China, graças aos líderes de compartilhamento de bicicletas, como a Mobo e a Ofo. “Não temos que pagar pelas estações e não temos que pagar pelos quiosques”, disse Contee. “Podemos implantar bicicletas muito mais rápido e não há custos para as cidades”. Agora, disponível em 46 cidades, as bicicletas da Lime contam com GPS, pneus airless e até travas eletrônicas – o que significa que os equipamentos podem ser apanhados e estacionadas em qualquer lugar.

Mas enquanto a Lime está correndo para realizar suas ambições, a competição no mercado também está se intensificando, bem como o risco inerente ao seu modelo. Embora as ações de bicicletas baseadas em estações fixas possam ser caras para as cidades, elas também são financeiramente menos arriscadas para as empresas que as administram. Em contraste, empresas como a Lime possuem todos os seus veículos diretamente – ou seja, embora as bicicletas não precisem de motoristas, as equipes de operações são necessárias para mantê-las em bom estado. Isso significa que o número de bicicletas depende de quantos equipamentos a Lime pode comprar e com que rapidez eles serão repostos.

Mas até agora, isso não tem sido um problema para o Lime. A empresa arrecadou US$ 12 milhões apenas alguns meses depois de ter sido lançada, US$ 50 milhões em outubro passado e outros US $ 70 milhões em fevereiro passado. Ou seja, os US$ 250 milhões adicionais sugerem que a empresa impressionou os investidores com seu progresso.

O futuro da Lime

Em fevereiro, empresa apresentou oficialmente as e-bikes. O objetivo era ter uma bicicleta que exigisse menos esforço para os ciclistas casuais, especialmente aqueles que viviam em regiões com mais subidas.No mesmo mês, a Lime também lançou suas scooters elétricas por meio de uma parceria com a Segway. Além do recente lançamento de novos produtos, a startup iniciou sua expansão internacional. No mesmo passado, a Lime foi lançada em Paris, e o objetivo é que o serviço se dissemine em mais 25 mercados europeus até o fim do ano.

Mas as ambições da empresa são ainda maiores. De acordo com a empresa, o próximo projeto será a construção de uma “cápsula de trânsito”, um veículo elétrico fechado que poderia comportar uma ou duas pessoas, parecendo um carro inteligente ou um carrinho de golfe de luxo.

Pelo que parece nada poderá atrapalhar os planos da Lime, nem mesmo questões regulatórias. De acordo com Contee, as questões regulatórias poderão ser suavizadas uma vez que empresa está tentando trabalhar em parceria com as cidades para entender seus desafios de transporte e cumprir as exigências regulatórias. “É importante nos envolvermos com as cidades”, disse ele. “Claro, somos um negócio e precisamos ganhar dinheiro. Mas também nos vemos como tendo uma missão maior para melhorar as comunidades. E nós levamos essa missão muito a sério”, diz.

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