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De bicicleta, universitária do AP vende doces para defender pesquisa em Recife

Johanna Queiroz quer arrecadar cerca de R$ 2 mil até o fim de março. Dinheiro vai custear passagens para ela defender uma pesquisa científica na área de fisioterapia.

Por G1
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De bicicleta, universitária do AP vende doces para defender pesquisa em Recife
Johanna Queiroz, a Maria Brigadeiro, vende os doces em praças do Centro de Macapá aos fins de semana
Foto: Maksuel Martins/Arquivo Pessoal

Um pouco dinheiro no bolso e o sonho de defender uma pesquisa aprovada em um congresso internacional em Pernambuco, a estudante Johanna Queiroz, de 19 anos, decidiu apostar em uma ideia simples e inusitada para juntar dinheiro: produzir e vender brigadeiros em praças.

Faltando pouco mais de um mês para o congresso, a universitária que está no 5º semestre do curso de fisioterapia da Universidade Federal do Amapá (Unifap) pretende conseguir entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil para as passagens de ida e volta.

A ideia surgiu após a aprovação da pesquisa que aborda os "Defeitos na aplicabilidade da ventosaterapia em indivíduos com cervicalgia crônica". Sem recursos, a estudante começou a buscar alternativas para que essa viagem seja possível.

"Não tenho muito tempo fora da universidade porque meu curso é de tempo integral. Então, tive que pensar em algo que não me exigisse tanto tempo e que pudesse render um dinheiro. Sempre gostei de fazer doces, então transformei um hobby em uma alternativa", contou Johanna.

Com uma bicicleta com decoração retrô e muita simpatia, Johanna se torna aos fins de semana a "Maria Brigadeiro", nome que foi carinhosamente batizada pelos próprios clientes.

"Sabia que queria vender doces, mas precisava ter um diferencial. Foi então que descobri que as 'food bikes' estavam fazendo muito sucesso. Com a ajuda dos meus pais, decoramos uma bicicleta antiga e demos um ar retrô. Além de ser meu transporte, ela também chama muita atenção", comentou a estudante.

Para Johanna, que não pode participar de outras atividades do curso por conta da questão financeira, participar do congresso se tornou um sonho. Além do fator acadêmico, a experiência será única.

"Ser pesquisadora hoje é poder levar o resultado que obtive aqui para outro estado. É uma oportunidade maravilhosa, enriquece o currículo, me proporciona trocar experiências com outros profissionais e acadêmicos. Acima de tudo, ver que todo o esforço e as horas de estudo valeram a pena é extremamente gratificante", ressaltou a estudante.

Como não pode dedicar tanto tempo na atividade extra, as vendas são realizadas em praças do Centro da cidade aos fins de semana e durante programações culturais abertas ao público.

"O tempo corrido fez até com que eu me planejasse mais. Aproveito sábado e domingo para realizar as vendas, assim como eventos de empreendedorismo e culturais", finalizou.

A unidade do doce é vendida no valor de R$ 1. Tem cartela com 12, nos sabores tradicional, coco, uva, amendoim, romeu e julieta, cupuaçu e banana com canela.

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