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Conheça algumas tendências e novidades do universo das bicicletas para 2018

Modelos elétricos, vendas online e novas tecnologias são algumas apostas.

Por Revista Bicicleta
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Conheça algumas tendências e novidades do universo das bicicletas para 2018
Foto: Divulgação

O mercado de bicicletas passa por uma onda de crescimento, seja no esporte amador, profissional ou na mobilidade urbana, com mais pessoas investindo nas magrelas como meio de transporte funcional e diário. Se a oferta responde a demanda, o cenário caminha bem. Segundo números da Abraciclo, o acumulado na produção de 2018 até o mês de março já é 8,6% maior que o mesmo período do ano passado e a projeção para esse ano é que a produção tenha um crescimento de 9%.

Para que os números continuem positivos, são necessários investimentos em políticas públicas de mobilidade urbana. Um bom exemplo disso é o credenciamento da Yellow pela prefeitura de São Paulo para participar da ação de bicicletas compartilhadas. A empresa é pioneira no Brasil em mobilidade e vai introduzir um sistema de compartilhamento com redistribuição livre (dockless) a partir de julho na capital paulista. As bikes são liberadas por meio de um aplicativo e dispensam estações obrigatórias de paradas. Até dezembro, a cidade irá receber 20 mil bicicletas.

Ainda na mobilidade urbana, uma forte tendência para esse ano é o aumento das bicicletas elétricas. Muitos países da Europa, por exemplo, estão investindo fortemente no modelo como uma solução para melhora do trânsito nos grandes centros comerciais. Na Áustria, 30% de toda a frota de bicicletas do país é elétrica. “A bicicleta elétrica é a migração do carro para o transporte ativo; as cidades basearam seu desenvolvimento em carros e motocicletas, mas chegamos no momento em que não é mais possível se expandir, é necessário repensar alguns modelos, daí que as bicicletas ganham um papel fundamental nessa mudança”, comenta Daniel Guth, coordenador de projetos da Aliança Bike.

O ativista também destaca o crescimento do cicloturismo. Ele acredita que daqui a 20 anos será uma realidade comum, porém, para isso, é necessária uma preparação das cidades. Já nas tendências esportivas, Guth acredita em uma expansão do BMX Freestyle, principalmente pela modalidade ter se tornado, recentemente, um esporte olímpico e o Brasil aposta suas fichas em uma medalha nos próximos jogos oficiais, que acontecem em 2020, na cidade de Tóquio, no Japão. “A gente observa que o BMX é muito praticado em grandes cidades como São Paulo, Londres e Nova York. Essas cidades se modernizaram muito nos últimos anos, então o esporte acompanhou esses grandes centros”, explica.

Seja no BMX ou em outras modalidades, é esperado um crescimento dos adeptos ao esporte e um amadurecimento do ciclista na busca por mais tecnologia. De acordo com Marlon Figueiredo, supervisor de criação da Woon, empresa especializada em equipamentos para ciclistas e triatletas, os próximos lançamentos da marca serão desenvolvidos com base nessas tendências. “Entendemos que os atletas seguirão evoluindo e aumentando seu nível crítico. Com este enredo, nossa aposta é a busca incessante por mais tecnologia, foco nos detalhes técnicos, melhor acabamento e design diferenciado”, conta.

Quem também vem acompanhando as movimentações do setor é a Calypso, distribuidora com grande variedade de produtos nacionais e importados. A marca é distribuidora oficial dos pneus Maxxis no Brasil, dos pedais X -Pedo, faróis e iluminação NITERIDER, entre outras. De acordo com o gerente comercial Luis Carlos Arsilo, os recentes lançamentos da empresa contaram com uma linha de iluminação e segurança e pneus de alta performance. “O intuito foi trazer ao nosso cliente nacional demandas que já são vistas no mercado de bike em outros países”, pontua.

Figueiredo, da Woon, também explica que a empresa acompanha de perto as tendências internacionais por conta de viagens, participação em feiras e devido sua operação nos Estados Unidos. “Acredito que os ciclistas buscarão por inovação, qualidade e design, sendo assim, marcas que não tiverem produtos com estes quesitos, certamente, estarão em baixa”.

No quesito lançamentos, Figueiredo conta que a marca trabalha com mais de 100 produtos em suas quatro linhas: Supreme e Essence, que são de ciclismo, a 140, linha de Triathlon e a X-Fit, com produtos de compressão e workout. Os novos produtos entram em fase de comercialização sempre no primeiro dia útil do mês de novembro. “Acredito que a nova linha Supreme vem novamente para surpreender o mercado. Ano passado, já foi elogiada em vários quesitos, como as camisas de ciclismo mais bonitas, o melhor Bretelle feminino da categoria e o melhor forro de ciclismo. Outra novidade é a Bike&Nuts que é a nossa marca casual para os amantes de bike. A marca já existe desde 2017, mas estava em período de avaliação, e agora será oficialmente lançada para o mercado”, complementa.

Enquanto isso, a Calypso trabalhará com materiais mais ecológicos, com maior eficiência e que não agridam o meio ambiente, entre eles: pneus, selins, pedais e produtos voltados para segurança e qualidade. Assim como frisaram os lojistas, produtos de alta performance estarão em destaque para categorias já estabilizadas como o Montain Bike. Guth conta que 60% das bikes elétricas vendidas na Áustria são Montain Bike, totalmente off road, ou seja, são novas possibilidades de nichos que surgem através dos avanços tecnológicos. No Brasil, a Caloi já percebeu a demanda e lançou em 2018 sua linha de bikes elétricas para Mountain Bike.

Balanço de 2017

A Woon e a Calypso realizaram análises diferentes do ano anterior, mas as duas estão otimistas para 2018. “O ano foi positivo e obtivemos crescimento. Além disso, montamos nossa nova fábrica em um espaço com mais de 1.200 m², com maquinários e equipamentos modernos, nos dando condições de seguir crescendo e inovando. Outro ponto de destaque foi a abertura do nosso braço nos Estados Unidos, viabilizando a expansão internacional da marca”, conta o supervisor da Woon. Já a Calypso avaliou 2017 como um ano difícil, mas de muito aprendizado.

Guth complementa dizendo que “o mercado de vendas online como um todo está em crescimento e as bicicletas não ficarão de fora disso. Isso não quer dizer que o varejo sofra uma queda, é nesse momento que os lojistas precisam de criatividade para aproveitar a consultoria que apenas eles podem oferecer, com informações que vão auxiliar seus clientes, mesmo os que migrarem da internet. O mercado de bikes ainda enfrenta alguns reflexos da crise, mas possui potencial para aproveitar essas novas demandas pontuais”, finaliza o coordenador da Aliança Bike.

Todas estas tendências de esporte e mercado de bicicletas podem ser encontradas na Bike Brasil, que acontece entre os dias 24 e 26 de agosto, no São Paulo Expo. Credencie-se para o evento e tenha acesso a conteúdos exclusivos e de relevância para o setor.

www.bikebrasilexpo.com.br

Artigo realizado por: Comunicação Bike Brasil

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