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Como a bicicleta renasceu na Dinamarca

Como a Dinamarca foi e voltou a ser um país amigo da bicicleta. Dos anos 1930 até os anos 1990. Leia e veja

Por Mobilize
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Como a bicicleta renasceu na Dinamarca
Anos 2000: Ciclistas em Copenhague
Foto: The Cycling Embassy of Denmark

É possível andar de bicicleta em sua cidade? É seguro? É atrativo? Se você respondeu sim às três perguntas, a cultura de ciclismo em sua cidade tem boas expectativas de crescimento. Mas, muitas vezes, as respostas são negativas, e então a próxima pergunta é: como isso ocorreu?

A resposta está no desenvolvimento histórico de uma cidade, porque muitas localidades que hoje estão repletas de carros podem ter sido cidades de bicicletas há 50 anos. Uma viagem de volta à história da Dinamarca mostra como e por que Copenhague e outras cidades dinamarquesas conseguiram manter uma cultura de bicicleta florescente. 

A bicicleta foi inventada no século XVIII. As primeiras eram bastante primitivas e um pouco estranhas de montar. No entanto, eles logo se tornaram a grande mania da moda - especialmente entre os jovens da alta sociedade. Foram usadas inicialmente para esporte e recreação, mas no final do século XIX, alguns tipos mais práticos de bicicletas foram surgindo gradualmente no mercado, popularizando seu uso.

Com a bicicleta, homens e mulheres comuns ganharam muito mais liberdade de movimento. A bicicleta passou a ser a forma de fugir dos centros congestionados em direção aos subúrbios com ar mais limpo.

Copenhague nos anos 1930: milhares de ciclistas nas ruas Foto: Copenhagen City Museum | Mikael Colville-Andersen

As fotografias das cenas urbanas da década de 1930 mostram claramente como as cidades dinamarquesas se tornaram cidades de bicicletas. As pessoas de todas as classes sociais passaram a circular em grande escala e várias profissões também adotaram a bicicleta  como forma de deslocamento.

O automóvel entra em cena

Esse primeiro auge das bicicletas durou meio século, até 1960, quando o crescente padrão de vida permitiu a compra de carros para mais e mais famílias. Esse desenvolvimento foi visto como positivo porque os carros e as casas unifamiliares eram símbolos vigorosos de que a depressão da década de 1930 e o peso da Segunda Guerra Mundial haviam se afastado e cediam lugar a um futuro brilhante.

Mas, a massa de carros trouxe não só prosperidade, mas também poluição, congestionamento e acidentes de trânsito, como mostram as fotos de Copenhague na década de 1960. Muitas áreas agora apreciadas pelos moradores e turistas são áreas sem carros, mas na década de 1960 eram caracterizadas por tráfego denso e grandes áreas de estacionamento.

Conflitos no trânsito

Nos anos sessenta tornou-se cada vez mais difícil fechar os olhos aos muitos acidentes de trânsito e ao crescente problema de poluição. Copenhague não era mais a cidade de bicicletas que a maioria dos dinamarqueses conhecia e amava, e isso chateava muitas pessoas. Ao mesmo tempo, o movimento ambiental emergente e a crise do petróleo ajudaram muito a renovação da cultura do ciclismo que, nos anos 1970, começou a aparecer de forma positiva.

Capital dinarmarquesa nos anos 1960: carros x bikes - Foto: Copenhagen City Museum | Mikael Colville-Andersen

Entre os anos 1970 e 1980, os conflitos entre bicicletas e carros se tornaram cada vez mais comuns nas cidades dinamarquesas. Um exemplo foi a onda de protestos populares contra a proposta das autoridades de Copenhague para construir uma pista expressa de automóveis através dos lagos que separam o centro histórico da cidade dos distritos suburbanos. Os lagos eram - e felizmente ainda são - alguns dos mais amáveis espaços abertos da cidade e as pessoas temiam que a obra prejudicasse aquela paisagem.

A bicicleta renasce

Ficou claro para a maioria das pessoas que a solução para os problemas tinha que ser o planejamento urbano que permitisse o compartilhamento de espaço entre carros, bicicletas, pedestres e transportes públicos. Nos últimos 10 anos do século 20 surgiram novos desafios a partir da necessidade de melhorar a saúde pública e combater as mudanças climáticas. Nasceu daí o movimento pelo fortalecimento do ciclismo urbano, tanto em Copenhague como em outras cidades dinamarquesas.

O caminho escolhido foi o de estimular o uso da bicicleta, fazendo a prática mais segura e atraente, não apenas com a melhoria da infraestrutura, mas sobretudo no estímulo à retomada da cultura do pedalar. A maioria dos dinamarqueses associa a bicicleta a valores positivos, como liberdade e a saúde, e nos últimos anos o ciclismo tornou-se um símbolo de energia pessoal. A bicicleta renovou-se, tornou-se ultramoderna, auxiliada pelo desenvolvimento social, por iniciativas políticas de sucesso e pelo marketing consciente. As três maiores cidades dinamarquesas  - Copenhague, Århus e Odense  - realizaram grandes campanhas de propaganda, que colocaram os ciclistas em relevo em grandes paineis publicitários, na internet e na mídia geral. O resultado tem sido um número crescente de ciclistas e cidades mais limpas, mais saudáveis e mais animadas.

*Tradução e adaptação: Marcos de Sousa|Mobilize Brasil

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