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Bikes compartilhadas: a onda chegou à Índia

Novos sistemas de bicicletas compartilhadas chegam às cidades indianas médias, como Bhopal e Mysore. Mulheres são maioria entre usuários

Por Mobilize
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Bikes compartilhadas: a onda chegou à Índia
Bikes do sistema de Bhopal, na Índia
Foto: Bhopal Smart City Development Corp

Há alguns anos, implantar um sistema público de bicicletas parecia um desafio muito difícil para Bhopal, uma cidade com cerca de 1,7 milhão de moradores na Índia Central. Em 2015, quando surgiu uma proposta concreta, ela foi recebida com ceticismo pelos políticos, moradores organizações da sociedade. "Em uma cidade onde o esgoto e o fornecimento de água potável ainda são os principais problemas, o governo está ocupado em copiar modismos de países estrangeiros", declarou na época um importante líder político citado pelo jornal Hindustan Times.

Em junho passado, porém, Bhopal iniciou a operação do primeiro sistema de bike share público totalmente automático e integrado ao transporte público da Índia. Foi um bom começo: em apenas 15 dias, cerca de 10 mil pessoas aderiram ao sistema, simplesmente utilizando seus telefones celulares. E mais da metade eram mulheres. Nos finais de semana, especialmente, o uso foi muito alto, particularmente entre jovens e famílias. E como era de se esperar, pipocam pedidos de expansão para os bairros ainda não atendidos.

A resposta tem sido encorajadora para os urbanistas indianos. E sinaliza uma mudança nas discussões sobre o uso da bicicleta na Índia, onde a construção de infraestrutura para ciclistas tende a ser ofuscada por questões urbanas mais urgentes, como a pobreza, poluição e habitação de baixa qualidade. Mas, assim como as cidades médidas da China, as cidades indianas estão descobrindo as virtudes desta alternativa de mobilidade mais sustentável.

Pequenas cidades estão liderando a revolução da Índia

As iniciativas anteriores nas cidades indianas foram em grande parte infrutíferas. "Isso porque não eram sistemas de compartilhamento, mas projetos de aluguel de bicicletas", diz Amit Bhatt, chefe de transporte urbano integrado no programa Ciências Sustentáveis da Índia, vinculado ao World Resources Institute. Os projetos-piloto falharam porque eram pequenos e não estavam integrados ao sistema de transportes da cidade. Faltavam vários ingredientes críticos, como um design mais seguro das ruas e da sinalização urbana. Mesmo em cidades com ciclovias, os motoristas os ignoravam, já que as regras não eram claramente explicadas ou aplicadas. E as bicicletas eram desajeitadas para andar. Em outras palavras, mesmo em lugares onde havia vontade política e infraestrutura adequada, os próprios programas foram mal concebidos.

Jovem pedala na nova ciclovia de Bhopal com uma bicicleta compartilhada: ação privada com participação do governo Foto: Divulgação

Mas as coisas parecem ter mudado nos últimos dois anos, em parte, devido à colaboração entre o governo e a Bloomberg Philanthropies. A nova ênfase na mobilidade sustentável elevou a outro nível a discussão sobre a infraestrutura para bicicletas e agora muitas cidades estão considerando seriamente os sistemas públicos de bike share como parte da agenda das cidades inteligentes . E o melhor é  que há fundos para implementá-los.

Custos e financiamento

Até agora, cidades médias e pequenas, como Bhopal e Mysore foram as primeiras a lançar sistemas de compartilhamento de bicicletas de última geração. O de Bhopal, em particular, é digno de destaque. São 500 bicicletas alemãs em mais de 50 estações ao longo de uma ciclovia com quase 5 metros de largura, correndo ao longo de um corredor BRT existente. As bicicletas vêm equipadas com GPS e tecnologia anti-roubo, e são bastante fáceis e baratas para usar. A primeira meia hora custa 10 rúpias (cerca de R$ 0,50), e aumenta proporcionalmente a cada hora adicional. Já o crédito para um ano de uso sai por 999 rupias (cerca de R$ 50). Mas para cadastrar-se os usuários precisam de um celular e um cartão de crédito.

As receitas do sistema de bike share de Bhobal saem principalmente das taxas de uso, mas também de patrocínios e inserções publicitárias. O governo municipal paga 30% do custo das operações aos operadores privados, desde que ele esteja funcionando com 90% de eficiência. Esse modelo financeiro incentiva as empresas privadas manter as bicicletas e a infraestrutura em bom estado, de forma a garantir que a maioria delas consiga circular em boa velocidade. "Se você quer que as pessoas deixem seus carros para usar bicicletas, você tem que fazer o sistema bonito e muito, muito eficiente", finaliza Chandramauli Shukla, CEO da Bhopal Smart City Development Corporation Limited.

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