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Bicicletas elétricas: tecnologia, demanda e segurança

Bicicletas elétricas: tecnologia, demanda e segurança
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Consultoria prevê 38 milhões de unidades comercializadas em 2020, sendo 89% das vendas na China. 

De acordo com o novo relatório da consultoria Navigant Research, estima-se que a quantidade de bicicletas elétricas comercializadas no mundo chegará a 38 milhões de unidades até 2020. A figura abaixo ilustra a evolução dessa demanda.

Atualmente, este mercado está sendo impulsionado por uma série de iniciativas, das quais se destacam:

  • Aumento da utilização de bicicletas e de outros veículos de duas rodas para trajetos curtos;
  • A crescente urbanização das principais cidades, o que provoca o aumento do tráfego de automóveis e veículos pesados. Sendo assim, as pessoas tendem a buscar outros meios de transporte;
  • Aumento do número de players no mercado e o amadurecimento da tecnologia de bicicletas elétricas;
  • Aumento da qualidade das baterias de íon-lítio;
  • Recuperação da economia da América do Norte e, em menor grau, da Europa.

Segundo o estudo, o mercado mundial de bicicletas elétricas deve crescer à taxa de 3,1% (CAGR) nos próximos 7 anos, sendo a América Latina o mercado mais promissor, com crescimento de 14,4% no mesmo período. Entretanto, a Europa Ocidental deverá manter-se como o segundo maior mercado para esta tecnologia, com 1 milhão de unidades comercializadas neste ano e 1,9 milhão em 2020. Já o mercado chinês deverá atingir cerca de 28 milhões de unidades comercializadas em 2013, representando 92% do total do mercado mundial. 

Atualmente, cerca de 92% dos modelos de bicicletas elétricas, disponíveis no mercado mundial, utilizam baterias de chumbo-ácido (SLA). Esta proporção deve cair para 85% em sete anos, com a inserção dos modelos com baterias de íon-lítio.

Legislação específica para bicicletas elétricas no Brasil ainda em desenvolvimento 

Apesar de contar com um mercado promissor nos próximos anos, o Brasil ainda não possui uma legislação específica para bicicletas elétricas. Atualmente, o que está em vigor é a Resolução 315/2009 do CONTRAN, que classifica as bicicletas elétricas como cicloelétricos e as equipara com os ciclomotores. Sendo assim, todas as exigências para conduzir uma motocicleta se aplicam para os usuários de uma bicicleta elétrica: habilitação na categoria A (para veículos acima de 50 cilindradas) ou autorização para dirigir veículos automotores (para veículos abaixo de 50 cilindradas), além de todos os itens de segurança.

Mesmo após o incidente registrado no Rio de Janeiro em maio de 2012, quando autoridades de trânsito decidiram aplicar ao pé da letra a Resolução 315/2009, muito se questionou sobre a regulamentação desde tipo de veículo elétrico no país, ao ponto do prefeito da cidade publicar em Diário Oficial a equiparação das bicicletas elétricas às bicicletas movidas a propulsão humana, podendo assim circular em ciclovias, com velocidade não superior a 20Km/h. Esta medida também foi adotada por outros municípios, como Mostardas (RS) e Sapucaia do Sul (RS).

Contudo, em alguns estados, como Amazonas e Santa Catarina, foram registrados neste ano casos de apreensão de bicicletas elétricas e outros cicloelétricos por descumprimento da Resolução 315/2009.

Todavia, entende-se que as autoridades estejam cumprindo sua função, com o objetivo de preservar a segurança dos ciclistas, sejam em bicicletas acionadas por motor elétrico ou apenas pela força muscular, bem como a dos pedestres. Sendo assim, devido à exigência de se respeitar as demais regras de trânsito, o limite de velocidade para as bicicletas elétricas é fundamental para a difusão deste tipo de veículo no Brasil. Os ciclistas devem zelar pela segurança dos pedestres, assim como os motoristas devem zelar pela segurança dos ciclistas. O desrespeito no trânsito pode gerar consequências graves, como o registrado em Nova York, onde as bicicletas elétricas foram proibidas de circular na cidade e o usuário deverá arcar um uma multa de mil dólares caso desrespeite a lei.

Sobre as regras próprias para a utilização das bicicletas elétricas no Brasil, segundo a reportagem do telejornal Bom Dia Rio, o CONTRAN divulgaria esta resolução no fim do mês de outubro de 2012. Entretanto, estas regras ainda não foram publicadas até o momento. Em paralelo, a ABVE - Associação Brasileira do Veículo Elétrico realizou uma reunião no mesmo mês, com associados, fabricantes e comercializadores de cicloelétricos, na qual foi formulada uma proposta para regulamentação dos veículos elétricos de duas e três rodas, apresentada ao Denatran e ao Contran.

Tipos de tecnologias para bicicletas elétricas 

O mercado de bicicletas elétricas varia por tipo de produto e de acordo com a demanda regional. Muitos países da Ásia-Pacífico e alguns países europeus já adotaram a bicicleta elétrica como um meio de transporte no cotidiano de parte expressiva da população, enquanto este mercado é incipiente em outras regiões do mundo. 

No que tange os modelos disponíveis atualmente, todos seguem o mesmo princípio: uma bicicleta elétrica é uma bicicleta tradicional, com duas rodas, presas a um quadro, movida pelo esforço do próprio usuário (ciclista) através de pedais, com a adição de uma bateria, um motor elétrico e um sistema de controle. Entretanto, a variedade de produtos disponíveis para os consumidores vai muito além desta definição simplificada, conforme o quadro abaixo.

Estes itens adicionais, presentes em uma bicicleta elétrica, podem ser dispostos da seguinte forma:

Alojamento do motor elétrico, que pode ficar direto no cubo, direto no movimento central ou direto na catraca.



 

 

Alojamento das baterias, que podem ficar no rack traseiro, no quadro ou no tubo inferior.

 

 

 

Outro item a ser mencionado são os aceleradores, que se diferenciam pelo tipo de acionamento: pelas mãos (movimento da mão ou do dedo) ou pelos pés (movimento da pedalada). Podem estar alojados no guidão, junto ao movimento central (pedal assistido) ou ainda no eixo traseiro.

Os aceleradores alojados no guidão funcionam livremente a partir da ação de uma das mãos ou dedo polegar do ciclista. O ciclista aciona o acelerador independente das ações do pedal. Podem ser do tipo TWIST AND GO (gira e vai), semelhante ao acelerador de uma moto, ou do tipo THUMB (dedo polegar), semelhante ao acelerador de um Jet ski ou triciclo motorizado.

As bicicletas elétricas com este tipo de aceleração, independente do pedal, são mais adequadas ao uso em terrenos planos, pois ao se deparar com uma subida, o ciclista tende a parar de pedalar e somente fazer uso do acelerador. Mas o bom desempenho do motor elétrico em subidas se deve principalmente ao uso misto, ou seja, pedal + motor elétrico.

 


Acelerador do tipo "TWIST" (giro), que se assemelha ao acelerador de uma scooter ou moto (a esquerda), e o acelerador do tipo "THUMB" (dedão), que se assemelha ao de um Jet Ski ou um triciclo/quadriciclo motorizado (a direita)



• Acelerador com sensor de giro no movimento central

Os aceleradores de pedal também são chamados pedais elétricos, ou pedais assistidos. Alguns sensores de giro são instalados no movimento central da bicicleta, e à medida que o ciclista pedala, o sensor lê as pedaladas e dispara a energia elétrica para o motor.


• Sensor de torque eixo traseiro



Os sensores de torque já são um avanço no próprio desenvolvimento das bicicletas elétricas. O sensor funciona independente do giro das pedaladas. Eles disparam a energia para o motor assim que o ciclista encosta o pé no pedal. Um sensor de torque com cinco níveis de intensidade, aliado a uma bicicleta de 24 marchas, pode produzir 120 velocidades.

• Modo duplo - aceleração no guidão + assistência no pedal



Alguns produtos IZIP dispõem de um dispositivo que permite ao ciclista escolher o modo mais adequado de aceleração. Assim, um botão acoplado ao acelerador no guidão permite ligar ou desligar o modo de aceleração do pedal. As bicicletas elétricas com este tipo de aceleração são mais indicadas para uso em terrenos íngremes. Em uma subida, o ciclista que já pedala para disparar a assistência elétrica do motor alcança a maior resposta do conjunto inteligente.

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