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Assédio nos Grupos de Pedal

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Assédio nos Grupos de Pedal
Foto: Divulgação

Assunto importante, portanto, sem polaridades, ok? Ah, vale lembrar, que de tão recorrente este assunto é que nem mesmo haverá de ser polêmico, sabe porquê?

O que tratamos neste texto é sobre o que temos ouvido e presenciado em nossa trajetória no movimento da bicicleta, pelos cantos mais remotos do país.

São queixumes, sim, deveras indignados. E por queixumes devemos entender um suspiro lamentável, mas que por vezes, toma forma de repulsa, medo, fobia, generalização, e sem nenhuma reserva, muita, mas muita raiva.

Oportunamente, vamos ficar apenas com a indignação inteligente.

Antes que os ‘cuecas’ de plantão se juntem em coro anti-mimimi, reacionário e antidemocrático, avisamos: as reclamações provém de milhares de mulheres e homens, que com muito bom senso, não admitem o pretexto da pedalada em grupo para promoção do assédio ou do xaveco.

No dicionário existem ocorrências para o ato de xavecar como sendo o de insinuar-se para alguém com intenções de namoro, conquista ou flerte. Também há ocorrências que explicam o ato de xavecar tendo conotação de tentar convencer alguém a fazer algo que, a princípio, esta não estaria a fim.

Por outro lado, também situamos a definição de xaveco como um tipo de embarcação muçulmana usada por piratas do Mar Mediterrâneo, entre os séculos XVIII e XIX, mas que também pode ser considerada um barco velho, em mau estado de conservação, vulnerável a naufrágios.

Sim, as tentativas de xavecar durante um pedal em grupo, em sua quase totalidade, são um grande naufrágio, não só para o investidor (a) egoísta e mau intencionado (a), mas para todo o grupo.

Mais grave ainda é que as pessoas atingidas e feridas na sua individualidade tendem a generalizar, o que evolui para uma atitude que leva a crer que todo ciclista faz as mesmas tentativas mau fadadas e de péssimo gosto.

Poxa, não dá para ver alguém de roupinha coladinha e colorida, com corpos bem treinados, que se fica irracional e voraz? Caraca, que fetiche sem gracinha, hein?!

Antes de pedalar em grupo, reveja os seus conceitos, cara pálida!

O ciclismo em grupo é um momento de transbordar simpatia, acolhimento, honradez, parceria, solidariedade, conhecimento e, principalmente, respeito.

Vou repetir: respeito.

E como não irei desenhar para quem ainda não entendeu, reforço dizendo que respeito é o ato de deferência e de reverência, a si, aos outros, aos ideais, às individualidades, à natureza, ao mundo e à existência.

Respeito é o ato mais profundo de civilidade, e nós que nos clamamos ciclistas fazendo uso do veículo da felicidade, a bicicleta, então, porque é que ainda estamos tendo a necessidade de tratar este assunto, hein?

Porque ainda é tão recorrente este mau estar que percebemos nos entreolhares e nas animosidades, justamente, em um dia de pedal que deveria ser tão generosamente especial para todos?

Será que ainda não conseguimos evoluir para a noção que qualifica uma relação amistosa entre homens e mulheres sem haver, necessariamente, intenção de conquista ou sexo?

Sim, a galera é simpática e tem bom humor, mas não está à disposição para a caça.

Pô, se você, homem ou mulher, está a fim de caçar vai para o Tinder ou qualquer coisa parecida, mas não estraga a nossa vibe, ok?

E antes que eu me esqueça: machista neandertal (subespécie do Homo Sapiens), vá procurar a sua turma!

Por Therbio Felipe M. Cezar

CEO - Lobi Ciclotur
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