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Wendell Raphael de Oliveira - Eu Pedalo

Rio de Janeiro, RJ

Revista Bicicleta por Wendell Raphael de Oliveira
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28/11/2012
Wendell Raphael de Oliveira - Eu Pedalo
Foto: Arquivo Pessoal

Aprendi a andar de bicicleta tarde. Aos 12 anos, ganhei uma bicicleta da minha tia, mas não sabia pedalar. Meu pai bem que tentou me ensinar, levou-me na pracinha perto de casa e, entre uma volta e outra meio desequilibrado, eu acabava caindo e ralando os joelhos. A solução? Colocar rodinhas!

E lá ia eu, em pleno ginásio, indo de bicicleta de rodinha para o colégio. Evidente que eu era motivo de chacota geral. Decidi então parar de tentar aprender a pedalar. A antiga bicicleta, nem sei o que lhe aconteceu...

PASSAM-SE ALGUNS ANOS...
Meados de 2010. Eu, desempregado, duro que nem um coco, sem nenhum tostão furado. E, acredite se quiser, com namorada. Ela, muito amável, nem me cobrava passeios, shopping ou cinema. O problema é que, mesmo assim, estava complicado de ir visitá-la. Isso porque eu precisava pegar dois ônibus para ir à casa dela. Somando com a volta, eu gastava em média R$ 10 de passagem. Levando- se em consideração que eu a visitava de duas a três vezes por semana, isso me custava uma pequena fortuna ao final do mês. Completamente insustentável.

Foi aí que eu percebi uma coisa estranha, empoeirada e meio abandonada em casa: a bicicleta do meu pai. Uma Monark M. Bike, aro 26. Na época que foi adquirida, saiu "de graça", já que veio como brinde na compra de um computador que meu pai comprou lá nos idos de 1998... Usada por ele esporadicamente, ela ficou parada por um bom tempo, quase enferrujando e com os pneus rachando. Eu pensei: "Caramba, e se...?" E o pensamento desenvolveu-se.

Logo corri para o Google Maps verificar a distância da minha casa para a casa da minha namorada. Espantei-me ao saber que era de apenas 10 km, distância perfeitamente percorrida em menos de 1 hora, conforme eu ia lendo e me informando cada vez mais nos sites especializados de ciclismo.

Pensando que sairia uma fortuna a reforma da bike, quebrei o cofrinho na esperança de que gastaria os meus últimos royalties num bom investimento. Surpreendi-me na oficina ao saber que, para colocar a bicicleta pra funcionar, gastaria uns R$ 8 com selim e mais R$ 4 por uma limpeza e lubrificação. No total, R$ 12 e estava pronta para andar.

Com um pouco de dificuldade aqui e outra acolá, consegui ir desenvolvendo aos poucos o equilíbrio necessário para começar efetivamente a pedalar.

Comecei a usá-la constantemente, fazendo 20 km de ida e volta até a casa da minha namorada. Com o tempo, fui adquirindo resistência e vendo que podia ir "um pouco mais longe". Investi em uma nova corrente e em uma pedivela mais aceitável; depois ajeitei a coroa e troquei o selim antigo (que de tão vagabundo, a essa hora já havia quebrado) por um novo que me acompanha até hoje.

Usei-a muito para fazer grandes distâncias, começando com 30, 50, 70 km, e chegando ao meu recorde com 150 km, pegando estrada de terra cheia de buraco e barro. Tudo isso sem nenhum equipamento de conserto, nada, absolutamente nada. Quanta irresponsabilidade... Não façam isso.

Hoje ela continua viva, mas aposentada para grandes distâncias. Minha esposa (sim, economizei tanto dinheiro com passagem que até casei com a namorada, viu só?) a usa diariamente para ir ao trabalho, a 2,5 km de casa.

Por falar em bicicleta como meio de transporte e a economia gerada por seu uso, uma coisa que sempre gostei de fazer foi calcular o "preço" das minhas viagens. Eu ia para cidades vizinhas, às praias, cachoeiras etc., e sempre calculava quanto eu gastaria indo de ônibus, somando o preço das passagens. Sei que até hoje eu deixo de gastar uma média de R$ 100 por mês só usando a bicicleta para me deslocar, a cicloturismo ou a passeios curtos.

Com essa economia, dei-me ao luxo de adquirir um sonho antigo: uma bicicleta dobrável. Encontrei-a por um excelente preço, e em três meses de uso constante ela já estava paga só com o que me fez economizar.

E assim vou pedalando, seja a turismo ou a transporte, fazendo exercícios, economizando e, de quebra, não poluindo o meio ambiente.

Gosto de relembrar essa história sempre porque a bicicleta para mim começou como uma ferramenta de economia e acabou virando um excelente instrumento de lazer, permitindo-me fazer algo que eu adoro - viajar - sem gastar praticamente nada.

No final das contas, bicicleta é sinônimo de liberdade.

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