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Uma classe criativa

As cidades que pedalam mais têm renda salarial maior

Revista Bicicleta por Anderson Ricardo Schörner
34.827 visualizações
22/10/2013
Uma classe criativa
Foto: Goodshoot

O economista Vasilios Kosteas, da Universidade Estadual de Cleveland, em Ohio, nos Estados Unidos, realizou uma interessante pesquisa. Analisando questionários sobre salários e quantidade de exercícios físicos de 12 mil entrevistados, ele concluiu que as pessoas que praticam exercícios regulares têm salários 6% a 9% maiores do que pessoas com hábitos sedentários. 

Publicado na revista científica “Journal of Labor Research”, o estudo conclui que os exercícios têm um impacto sobre a produtividade e o bem-estar do empregado. Segundo Kosteas, “ é amplamente sabido que o exercício regular tem um impacto positivo no bem-estar. Além dos impactos positivos sobre a saúde cardíaca, sobre o peso e uma variedade de outras questões médicas, estudos na literatura médica mostram que os exercícios levam a uma melhor função mental, condição psicológica e maior nível de energia. Estes traços podem ser traduzidos em maiores ganhos ao aumentar a produtividade. Além do efeito direto, o exercício pode ter um impacto sobre o mercado de trabalho ao servir de sinal a potenciais empregadores de que o indivíduo é dedicado e disciplinado”.
Richard Florida, estudioso de planejamento urbano, também fez um cruzamento entre o percentual de ciclistas em cidades americanas com os seus índices de renda e bem-estar. A conclusão do estudo foi de que as cidades que pedalam mais têm renda salarial maior. Ele percebeu que nessas cidades os moradores são mais felizes, possuem maior grau de instrução e a economia se baseia na produção de conhecimento. Como explicar esse fato?

Segundo o estudioso e pesquisador, as cidades que incentivam e possibilitam o uso da bicicleta, acabam atraindo o que ele chama de classe criativa: cientistas, engenheiros, educadores, escritores e artistas. Esses moradores são pessoas produtivas e inovadoras, que têm salários melhores e contribuem para o crescimento da economia local.

“Santa Bárbara, na Califórnia, tem um percentual de ciclistas seis vezes maior que os E.U.A, em sua totalidade. A renda é 18% superior, e 45% dos trabalhadores são da classe criativa”, afirma Florida. A infraestrutura diferenciada, voltada para a cultura da bicicleta, atrai os talentos para a cidade. “Bicicletas nas ruas contribuem para a imagem de uma cidade verde e saudável, onde se quer viver”, conclui.

O reconhecimento profissional é mais uma consequência dos benefícios de ter uma vida com hábitos saudáveis. É nítido que as cidades que investem em bicicleta lucram muito com essa escolha. Inclusive os políticos que criam soluções voltadas para as bicicletas alcançam maior prestígio popular: Milton Höbus investiu em ciclovias e foi o primeiro prefeito do município catarinense de Rio do Sul a se reeleger, e com grande aprovação: 80,48% dos votos; Vitor Lippi implantou o Plano Cicloviário de Sorocaba, expandiu a malha cicloviária e se reelegeu com 79,35% dos votos; apenas para citar alguns exemplos.

O sucesso destes políticos deve-se, em parte, à característica empreendedora e visionária que têm, e é justamente essa característica que os fazem ousar investir na bicicleta - o veículo do futuro.

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