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Tour do Rio - 3° Edição

29 de Agosto a 02 de Setembro

Revista Bicicleta por Anderson Ricardo Schörner
33.798 visualizações
06/12/2012
Tour do Rio - 3° Edição
Foto: Hudson Malta

O Tour do Rio é uma das maiores competições de ciclismo da América Latina. Realizado do dia 29 de agosto a 02 de setembro, foi a primeira competição internacional a acontecer no Rio nesse novo ciclo olímpico, já com a bandeira olímpica tremulando em terras cariocas.

O evento nasceu com a intenção de incentivar o uso da bicicleta no dia a dia como meio de transporte. Hoje, reconhecido pela boa organização e com um trajeto de cenários impecáveis entre a capital, serra e mar, o desejo dos organizadores é elevar o Tour à classificação 2.1, a mesma das tradicionais grandes voltas. Para alcançar esse desejo, as estradas precisam ser de boa qualidade e os atletas devem receber toda a infraestrutura necessária, da alimentação à hospedagem.

Nos cinco dias de prova desta terceira edição, os 114 ciclistas percorrem 806 km entre as cidades de Angra dos Reis, Volta Redonda, Três Rios, Teresópolis, Rio das Ostras e Rio de Janeiro. Foram 10 equipes brasileiras e nove estrangeiras. Pela primeira vez, o Brasil foi o campeão por equipes e na classificação individual geral.

Destaques

O lado social do Tour ficou marcado pelo projeto Adeus Rodinhas. Em cada etapa, a cidade sede recebeu monitores que auxiliavam crianças e adultos a aprender a pedalar e ter algumas noções de trânsito, principalmente com relação às leis e segurança nas estradas.

Dentre as equipes participantes, destaque para o Team Ruanda Cycling. A equipe foi criada por Jonathan Jock Boiler, primeiro americano a terminar o Tour de France. Adrien Niyonshuti, um dos melhores ciclistas do continente africano, já fez parte da equipe. No genocídio que aconteceu em 1994 em Ruanda, Adrien perdeu toda a sua família; ele se salvou graças a uma bicicleta, que lhe permitiu fugir. O surgimento da equipe e a história emocionante de Adrien fizeram com que os jovens daquele país fossem atraídos para o ciclismo. Os irmãos Nicodem Habiyambere e Nathan Byukusenge, que participaram dessa edição do Tour do Rio, também tiveram familiares mortos na tragédia de 18 anos atrás. A boa recepção que tiveram em 2011 rendeu um convite das autoridades de Ruanda à Luisa Jucá, idealizadora e organizadora do Tour do Rio, para que auxiliasse na organização do Tour de Ruanda.

Outros destaques são a equipe americana Team Type One, em que todos os ciclistas são diabéticos, e a alemã Bike Aid, que faz parte de um projeto social de ajuda humanitária. Cada metro percorrido na temporada pelos alemães rende um centavo de euro, o que já resultou em doações de 100 mil euros.

Por que a camisa do líder é amarela?

No início do século XX, os grandes jornais da época organizavam competições esportivas e faziam a cobertura completa em suas páginas, buscando popularização. Na França, o jornal Le Petit Journal patrocinava o Brest-Paris, e o Veló patrocinava o Bordeaux-Paris. O jornal L'Auto acabou saindo atrás nessa disputa, mas quando criou a sua competição, em 1903, surgiu nada mais nada menos que o Tour de France. Em 1919, o L'Auto estabeleceu que o líder geral da prova deveria usar uma camisa amarela, no mesmo tom das páginas de sua publicação. Desta forma, seria mais fácil identificar o líder durante a corrida e, ao mesmo tempo, a medida proporcionava um aspecto publicitário ao jornal. A tradição da camisa amarela no Tour de France continua até hoje, mesmo tendo o L'Auto sido transformado em L'Equipe na década de 1940. Outros grands tours também passaram a adotar camisas diferenciadas para os líderes. No caso do Tour do Rio, a cor amarela foi mantida.

Competição

O brasileiro Kléber Ramos, da equipe de Sorocaba, venceu uma etapa e foi duas vezes terceiro colocado. No último dia, administrou sua corrida junto com a equipe e tornou-se o primeiro brasileiro a levar a camisa amarela de campeão. O sprint final na chegada em Quinta da Boa Vista foi premiado pela calorosa recepção do grande público presente. O pódio da última etapa, também inédito, foi composto por três brasileiros. “Sou o primeiro brasileiro. É um orgulho grande. Os colombianos são muito fortes nas montanhas. Esse ano deu Brasil”, disse Kléber Ramos.

O título por equipes também foi vencido pelo Brasil. Dos 19 times participantes, 10 eram nacionais e nove estrangeiros. Havia uma expectativa grande sobre os colombianos, favoritos ao título por terem vencido com folga o Tour 2011. Mas neste ano, ficaram 47 segundos atrás da equipe de Sorocaba, a grande campeã. Além do título individual geral e por equipes, Sorocaba também teve Edgardo Simon como campeão por pontos e Alex Diniz campeão na montanha.

Resultado Final 
 Geral  Kléber Ramos  Real Cycling Team (Sorocaba-SP) 19 h 23 min 16 s 
 Montanha  Alex Diniz  Real Cycling Team (Sorocaba-SP)  32 pontos
 Pontos  Edgardo Simon  Real Cycling Team (Sorocaba-SP)  29 pontos
 Equipe  Real Cycling Team (Sorocaba-SP)    58 h 11 min 25 s

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