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Roteiro de Cicloturismo Matko Boska Rozancowa

Em todos os cantos do país, a organização de eventos de ciclismo em grupo têm crescido vertiginosamente. Tanto no âmbito das competições quanto no universo do cicloturismo e do lazer, os eventos ciclísticos abrem novas possibilidades para que ciclistas de todas as idades e perfis possam compartilhar de sua paixão pela magrela. Conversamos com nossa amiga Marines Ronchi (Mari) sobre estes roteiros apaixonantes que têm colorido a paisagem no norte de Santa Catarina.

Revista Bicicleta por Therbio Felipe entrevista Marines Ronchi
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22/03/2016
Roteiro de Cicloturismo Matko Boska Rozancowa
Foto: Arquivo Pessoal

Mari, como você resumiria as pedaladas que organiza?

Marines: O Pedal da Mari já é conhecido desde 2011 quando o primeiro evento reuniu 28 pessoas para dar um giro por Corupá – SC. Desde lá, buscamos inovar com outros roteiros, sempre agrupando cada vez mais e mais ciclistas, e aos poucos fomos transformando nosso pequeno grupo em um grande grupo de cicloturistas. Meus eventos são puro cicloturismo. Gosto de permitir que pessoas desbravem novos caminhos, descubram novos horizontes sobre duas rodas, e o melhor, ser testemunha da superação de seus limites em cada novo roteiro. Nos pedais que organizo as pessoas se conhecem, criam laços de amizade e cada vez que se reencontram fica aquele gostinho da felicidade no ar. Há sempre a descoberta de um lugar maravilhoso onde nunca havíamos estado antes.

Qual o significado de Matko Boska Rozancowa e como está conformado este roteiro?

Marines: O roteiro de Cicloturismo Matko Boska Rozancowa foi criado em 2012, quando, no dia de Corpus Christi, saímos em grupo sem rumo definido e por sugestão de um amigo que conhecia muito bem o interior de Massaranduba, e decidimos girar por aquela cidadezinha.

No meio do percurso, ali no Bairro Braço do Norte, colonizado por descendentes poloneses, havia uma pequena igrejinha, datada de 1958, onde o nome Nossa Senhora do Rosário estava escrito em polonês, Matko Boska Rozancowa. Ao chegar em casa e revendo as fotos, imaginei que daria um excelente percurso para mais um Pedal da Mari e constatei que o nome Matko Boska Rozancowa seria perfeito.

O percurso tem início em Jaraguá do Sul, atravessa as Itoupavas, com almoço na Vila Itoupava, segue por Massaranduba, continua em Guaramirim e volta para Jaraguá do Sul, cumprindo uma distância de 84 km, com uma altimetria acumulada beirando os 1.640 metros.

O percurso é rico em traços da colonização alemã também, pois dezenas de casas coloniais e Enxaimel, ricamente conservadas, fazem parte do caminho. Uma natureza exuberante se apresenta realçada pelo verde das plantações, pela riqueza dos riachos cristalinos e pelo entorno geográfico. As subidas e descidas que somos obrigados a contornar durante o percurso fazem dele uma rota singular.

A vegetação distribuída ao longo do caminho é diversa pois encontramos tanto a flora natural bem como reflorestamentos de pinus, eucaliptos, palmeiras e, em Massaranduba, aqueles arrozais magníficos que fazem da cidade a capital catarinense do arroz. Além disto tudo, é fácil encontrar um povo simpático e acolhedor que saúda a todos os ciclistas durante sua passagem.

Para provar a diversidade de nosso evento, nesta última edição, tivemos o ciclista Francisco Moraes, de Joinville, com 69 anos e a Rafaela Mota, de Rio Negrinho, de 14 anos, os quais foram os extremos etários deste evento, e ambos fizeram todo o percurso.

Para encerrar, quando você começou a reunir pessoas para pedalar? Enfim, gostaríamos que que você comentasse mais a respeito da relação Marines Ronchi e os pedais que promove? Você tem apoiadores?

Marines: Como disse, meu primeiro pedal organizado foi em 2011, quando um grupo de amigos de Joinville me pediu uma sugestão de roteiro para pedalar, pois estavam querendo conhecer novas rotas. Assim nasceu o primeiro Pedal da Mari, composto com amigos de Jaraguá do Sul, Joinville e Blumenau. Meu trabalho é totalmente voluntário e me realizo fazendo isso, descobrindo novos caminhos e podendo oferecer essa alegria a cada um que vem participar.

Já realizamos dezenas de circuitos e chegamos a reunir mais de 5.000 ciclistas nos eventos. Além disso, cidades como Itajaí, Balneário Camboriú, Corupá, São Bento do Sul, Massaranduba, Blumenau, Schroeder, Campo Alegre, Guaramirim, Rio Negrinho, Rio dos Cedros, Joinville, entre outras, já foram alvo dos nossos roteiros de cicloturismo. Já participaram dos meus pedais pessoas de diversos estados, dezenas de cidades e até mesmo de outros países.

Sempre temos roteiros com perfil de alto grau de dificuldade e também aqueles eventos para iniciantes. Desta forma, todos que praticam o ciclismo podem participar!

Quanto à organização dos eventos, fazemos da seguinte forma. Três meses antes ou, às vezes, até mais, saímos em busca de uma nova rota. Chamamos isto de ‘mapear um novo pedal’, aproveitando para estudar o roteiro, a quilometragem, a altimetria, o grau de dificuldade, enfim.

Determinamos o número de participantes para aquele novo roteiro, vemos o local apropriado para o almoço coletivo, o cardápio, o preço, detalhes como locais de parada para hidratação, questões de segurança, clima, entre tantos outros.  

Quanto às pessoas envolvidas, são 25 companheiros no apoio quando toda a equipe pode participar. Além destes, contamos com o apoio da Polícia Militar, motoristas dos carros de apoio e caminhão, carros de apoio de familiares, mecânico etc. Em um pedal como este último, contando com os ciclistas, foram 350 pessoas envolvidas.

Meus parceiros e apoiadores são vários e com diferentes papéis, nunca me esqueço deles, porque são meus parceiros essenciais: a equipe de apoio que trabalha comigo, ciclistas que conheci ao longo desta jornada e que fui selecionando para montar o grupo. Em especial, o fotógrafo Edson Fischer, da Fischer Fotografias; a Overbike, do Denilson do Amarante, que é o mecânico; a FME e Prefeitura Municipal de Jaraguá do Sul; a Banana Brasil, que fornece as barrinhas de cereais; a Free Force, que veste a equipe e sempre nos doa brindes; a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, todos eles voluntários.

Nos pedais pelo litoral, conto com a Pedalli Bike de Itajaí, da qual sou Embaixadora Specialized, e a World Bike de Jaraguá do Sul, que faz a manutenção da minha bike.

 

"Ter coragem é, sobretudo, ter certeza de que a fascinante aventura da vida não perderá os seus mais atrevidos e sedutores momentos".

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