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Quiropraxia Desportiva - Um mundo de possibilidades

Revista Bicicleta por Roberto D. Bridi
35.191 visualizações
22/01/2013
Quiropraxia Desportiva - Um mundo de possibilidades
Foto: Roberto D. Bridi

O equilibrado nível técnico em diversas modalidades esportivas, abastecido de treinos exaustivos e uma sequência de importantes competições potencializado por uma exigência de performance e resultados, condiciona para que naturalmente lesões ou queixas dolorosas interfiram no planejamento de uma equipe ou atleta individual. Com base nestes requisitos é que se introduziu perfeitamente a quiropraxia (palavra derivada de duas raízes gregas: quiro - mãos, e praxis - praticar, ou seja, “praticar com as mãos”), profissão que tem proporcionado a atletas um diferencial consistente e surpreendente.

Em linhas gerais, o grande alvo da quiropraxia é diagnosticar, tratar e prevenir os problemas do sistema neuro-músculo-esquelético, ou seja, das articulações, músculos, tendões, nervos e outras estruturas, bem como os efeitos destas alterações sobre a saúde em geral, que podem estar se manifestando dolorosamente ou ainda não.

O sucesso da quiropraxia esportiva não é recente. Profissionais trabalham junto ao Comitê Olímpico Norte-americano há mais de 35 anos visando proporcionar aos atletas 100% de sua condição física para então buscarem seu melhor desempenho. Com este mesmo intuito, atletas de nível mundial no Tour de France requisitaram a presença de quiropraxistas durante as etapas junto de suas equipes. A quiropraxia não foi a passeio, cravou sua bandeira como profissão fundamental, condição vista no relato de atletas que tem em sua equipe tal privilégio.

Jeff Spencer, também conhecido como “Doutor Magia”, acompanha a equipe RadioShack e esteve junto de Lance Armstrong nas sete conquistas do Tour. O trabalho dele como quiropraxista na equipe é otimizar o componente esquelético e, em caso de acidente, minimizar o tempo de reabilitação e levá-los de volta na corrida o mais rápido possível. Armstrong certa vez disse que “ele é parte médico, parte guru, parte curandeiro... nós acreditamos que Jeff poderia resolver todos nossos problemas... Enquanto ele nos ajusta fisicamente, ele também nos ajusta mentalmente”.

Esta situação não é exclusiva de Lance, pois outros ciclistas não exclusivamente no Tour de France adicionaram quiropraxia ao seu trabalho. Nomes como Christian Vande Velde, Bradley Wiggins, Dan Lloyd e David Millar são alguns deles. 

Matt Rabin é quiropraxista contratado da equipe Garmin-Cervélo desde 2008. O ciclista Dan Lloyd diz: “a quiropraxia tornou-me mais eficiente. Eu conheço Matt muito bem, muitas vezes ele aparece em algumas corridas e atletas de outras equipes vêm até ele solicitar suas orientações”. Segundo Matt, “muitos ciclistas que ele conhece não estão correndo a 100% de suas capacidades e sim a 70, 80 ou 90% de seu potencial, é somente uma questão de cortar caminhos e colocar ordem em seu corpo. Muitos ciclistas nunca trabalharam com um quiropraxista e isto pode produzir uma grande diferença em como eles se sentem e na performance.”

Torque

O diferencial que conquistou atletas, equipes e clubes no EUA e Europa também tem proporcionado os mesmos cuidados aos desportistas brasileiros.

Com o título de Bacharel em Quiropraxia, aprofundei meus estudos na área desportiva com cursos específicos em Ciências da Saúde e do Esporte e em Quiropraxia Esportiva, diplomado pela New York Chiropractic College e certificado pela FICS Federation International Chiropractic Sports. Atualmente à frente do Torque - Terapia Osteomuscular e Reabilitação Quiroprática Esportiva, trabalho com atletas do ciclismo, futebol, atletismo, entre outros.

O Torque é um serviço que conta com profissionais de alta qualidade e experiência com foco em otimizar a performance do atletas proporcionando a ele uma maior amplitude de movimentação por causa da maior mobilidade de ação da articulação, auxílio na redução do tempo de tratamento, remissão de algumas queixas dolorosas na região do quadril, coluna vertebral e articulação de extremidades, incluindo tendões, ligamentos e músculos.

Outro serviço que o Torque disponibiliza, além da quiropraxia, é o de Condicionamento Físico e Mental Coach, sendo que todos os profissionais tendem a permanecer o maior tempo possível junto aos atletas para visualizarem e conversarem sobre seus treinos e gestos técnicos.

Meu trabalho junto aos atletas é promover a correção das disfunções articulares que impedem o mesmo de buscar sua melhor condição física e consequentemente performance. O organismo, quando livre destas interferências, trabalha 100% de sua condição, o resultado também previne ou intensifica reabilitação nos casos de lesões.

Roberto Leite Rodrigues Júnior, ciclista de resistência e meio fundo, atleta há 23 anos, conheceu a quiropraxia pelas dores na cervical e lombar, há aproximadamente 10 anos. “A quiropraxia faz parte do meu programa de preparação física”, diz Roberto. “No período de competições intensifico as sessões, fazendo numa maior frequência, até porque os treinos são mais fortes nessa fase e assim evito problemas”, finaliza.

O que impressiona os atletas é o rápido resultado: eles percebem imediatamente após o atendimento que se movimentam melhor e que suas queixas dolorosas reduzem. O atleta não precisa tratar-se com a quiropraxia somente quando queixas dolorosas estão manifestando-se. A quiropraxia é muito mais do que isso: deve fazer o atendimento para que proporcione ao seu organismo a capacidade de realizar o que ele já faz bem de uma forma ainda melhor, ou seja, otimizar o seu gesto técnico.

Gustavo Kruse, praticante de BMX, revela que melhorou muito o desempenho em competições com a quiropraxia. “A maioria dos atletas pensa somente em desenvolver técnica e condicionamento físico esquecendo do corpo que recebe toda a pressão chegando aos seus limites. O Torque me proporciona um equilíbrio corporal que me auxilia no desenvolvimento físico e motor, me deixando mais ágil nas competições”, diz Gustavo.

A correção destas disfunções articulares ou subluxações, como também é conhecida são realizadas rapidamente com a utilização de técnicas manuais e específicas para determinadas regiões e articulações. Técnicas estas de alta velocidade e baixa amplitude, no qual resultam após um “estalo” a articulação retornar a uma posição mais confortável e alinhada para desempenhar sua função. Os procedimentos não são dolorosos e não proporciona risco a saúde do indivíduo, evidentemente que deve ser realizado por um profissional qualificado assegurando a especificidade que a profissão determina.

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