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Quinteto da Bike de Itaiópolis a Ascurra

Revista Bicicleta por Paulo Renato
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20/12/2012
Quinteto da Bike de Itaiópolis a Ascurra
Foto: Arquivo Pessoal

Julho de 2012, Celso, Gilberto, Jairo, Márcio e Paulo Renato, o "Quinteto da Bike", realizaram uma cicloviagem desde Itaiópolis, passando pelas cidade catarinenses de José Boiteux, Ibirama, Apiúna e Ascurra.

Após deslocar-nos desde Joinville de carro com destino a Itaiópolis, localizada no Planalto Norte Catarinense, iniciamos nossa pedalada na manhã de sábado, seguindo pela SC-422, um trecho sem aclives, até próximo à localidade de Volta Triste, por 25 km, tomando rumo da cidade de José Boiteux.

Para mim, Paulo Renato, tocou inicialmente a nobre tarefa de apoiar o grupo diante do volante da camionete, o que me deu tempo para pensar como escreveria sobre a nossa empreitada.

De Volta Triste em diante, só chão batido, habitat próprio de nossas bikes. A temperatura baixa não desanimava ninguém, muito pelo contrário, dava mais motivação.
Após 2 km da saída do asfalto, uma parada no bar do Pilequinho, de propriedade de Dona Vanda. Água em todos os radiadores e orientações da mesma sobre o percurso que viria a seguir até a Ponte Parolin, na localidade de Barra da Prata, já na divisa de Itaiópolis com o município de Victor Meirelles, pelo qual não passaríamos, porém contornaríamos sua área rural.

Teríamos uma descida forte e longa pela frente, estávamos a 1.800 metros de altitude e chegaríamos a 300 metros acima do nível do mar, pois estávamos saindo do Planalto Norte Catarinense e adentrando no Médio Vale do Rio Itajaí Açu.

Esta parte do Planalto Norte possui uma colonização polonesa muito forte, caracterizada pela arquitetura das casas de madeira - algumas até tombadas pelo IPHAN (Instituto de Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional) – e pelas pessoas de cabelo ruivo que nos olhavam passar pela frente de suas casas.

Trinta quilômetros desde o início de nossa pedalada e a estrada de chão denunciava a vida calma e simples do interior, e a cada pessoa por que passávamos um novo aceno e um sorriso eram lançados em nossa direção. Parece que o pedal estreita as fronteiras, tornando seu cada canto visitado, cada pessoa que cruza seu caminho.

Passamos por 15 km de descida forte, com muitas pedras, de onde se tem as primeiras imagens do Rio Hercílio, também chamado de Rio Itajaí do Norte, o qual deságua no Rio Itajaí-Açu. Este era o sinal de estar deixando para trás o Planalto Norte Catarinense.

Após cruzar pela Ponte Parolin, chegamos a Igreja São José Operário na localidade de Barra da Prata. Após a dica de um passante, encontramos um lugar para uma boa refeição. O Restaurante Muy Amigos atende também como pousada, aceitando reservas pelo telefone para grupos maiores, o que é uma boa pedida para os que gostam de pedalar distâncias menores por dia.

Tomamos a direção da cidade de José Boiteux, que apesar de ser um trecho mais longo e por estrada de chão, o percurso era plano, ideal para os bikers, além de termos a companhia do Rio Itajaí do Norte também neste trecho.

Mais à frente, a Reserva Indígena de José Boiteux e a barragem de contenção de cheias do Vale do Rio Itajaí Açu nos aguardavam, chegando a elas por uma estrada fácil, sem grandes subidas. Casas que nada lembram as ocas que estudamos no primário, mas o semblante dos moradores entregava a origem. Ainda se pode cruzar com o cacique da aldeia dirigindo a camionete da FUNAI, provavelmente indo visitar algum membro de sua aldeia.

Na margem esquerda da estrada, o Rio Itajaí do Norte, agora mais largo corre mansamente, sinal que nos aproximávamos da barragem de Ibirama, uma das importantes obras de contenção das cheias, que quase todos os anos assolam as cidades do médio vale do Rio Itajaí Açu, entre elas, Blumenau. Esta barragem faz parte de um conjunto de barragens construídas depois das enchentes de 1982 e que tem diminuído o impacto negativo das enchentes.

Chegamos a José Boiteux à noite. Tínhamos percorrido 90 km desde a partida em Itaiópolis, estávamos cansados de corpo e, mas com a mente relaxada. Pernoitamos no Hotel e Restaurante Aurora, único na cidade com quartos e banheiros individuais, TV a cabo e Internet com Wi-Fi. O jantar é de rei, melhor impossível e com lugar para guardar as bikes.

Como já constatei antes, a cortesia dos moradores para com os cicloturistas é impressionante. Eles sabem a importância de uma boa acolhida para este visitante que, volta e meia, por lá aparece, e que ajudam a movimentar o comércio da região, além, é claro, de incentivar a que novos cicloturistas passem por lá.

Na manhã seguinte partimos em direção a Ibirama. Agora, só asfalto pela frente num percurso de 18 km e as placas indicam que estamos no “Circuito Vale Europeu de Cicloturismo”, o que chamou a atenção, pois já havíamos passado por trechos do “Circuito das Araucárias”, lá no Planalto Norte, e agora estávamos no Vale do Rio Itajaí Açu fazendo outro circuito para bicicletas. Um excelente trabalho de integração entre algumas prefeituras do estado de Santa Catarina que proporcionam trajetos mapeados e maravilhosos para serem feitos de bike.

Passando Ibirama chegamos à famosa BR-470. Uma garoa fina parecia dar as boas-vindas nesta famigerada rodovia, capa nos lombos e cuidado redobrado neste trecho violento de estrada, agora com o Rio Itajaí Açu nos acompanhando a nossa direita.

Tínhamos 25 km pela rodovia em direção ao litoral, com destino ao município de Apiúna. Existe um caminho de Ibirama a Apiúna pela margem direita do Rio Itajaí Açu, passando pela ponte da estrada de ferro da antiga R.F.F.S.A., mas a Usina do Salto, às margens do mesmo rio, fechou a estrada impedindo a passagem de todos, indo na contramão da procura de alternativas para desafogar a BR-470 do trânsito local.

Em Apiúna, passamos pela ponte pênsil, deixando para traz a rodovia e indo em direção ao município de Ascurra pela margem esquerda do rio. Esta estrada não pavimentada faz parte do “Circuito Vale Europeu”, são mais ou menos 12 km de Apiúna até Ascurra.

Chegamos a Ascurra no início da tarde e na “Churrascaria do Beber”, no km 90 da BR-470, encerramos mais uma aventura, e a próxima, logo, está por vir.

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