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Pedalinas Potiguares

Revista Bicicleta por Anderson Ricardo Schörner
6.167 visualizações
16/12/2015
Pedalinas Potiguares
Foto: Divulgação

Luana Mester Cavalcante resolveu voltar a andar de bicicleta em 2011, depois de um tempo sem pedalar. Das voltas pelas redondezas do bairro, ela passou a usar a bicicleta para se locomover até a faculdade, ao trabalho e a todos os seus compromissos. “Depois de participar da minha primeira Bicicletada (Massa Crítica) aqui em Natal”, conta Luana, “pude perceber que mulheres pedalando são uma minoria”. Diante deste fato, ela sentiu a necessidade de incentivar mais mulheres a usar a bicicleta como meio de transporte. Foi assim que nasceu o Grupo Pedalinas Potiguares, em Natal – RN. Segundo Luana, “a ideia de criar o grupo é que mais mulheres possam perder o medo de pedalar no trânsito, para promover o espaço feminino no ciclismo de forma a fazer valer o direito que temos de respeito e atenção no uso da bicicleta como meio de transporte”.

Em uma primeira experiência de criação do grupo, em meados de 2012, aconteceram dois pedais, com quatro meninas apenas e a colaboração e incentivo de alguns meninos. Em 2014, depois de outra Bicicletada, o grupo foi fomentado e ganhou a adesão de mais ciclistas. Os passeios são mensais e alguns já contaram com cerca de 30 mulheres. “Mesmo quando alguém falta em algum passeio, logo se arrepende e volta a pedalar”, diz Luana.

Estudante universitária, médica, bióloga, maquiadora, vendedora, servidora pública: o perfil das participantes é muito variado não só em termos de profissão, mas também em relação à idade e prática no pedal. “Isso gera bastante apoio e troca de experiências em cada passeio”, comemora a idealizadora do grupo, “e mesmo com a diversidade de idades, com Pedalinas de 18 a 60 anos, todas possuem características em comum, como saúde, garra e energia”.

Cada pedal possui roteiros variados, discutidos e decididos de maneira que esteja adequado ao desejo do grupo, levando em consideração questões de dificuldades como horário, chuva e subidas. “Procuramos adequar esses fatores”, conta Luana, “mas também incentivamos o desafio”.

“O objetivo dos nossos passeios é unir as mulheres que já pedalam nos diversos grupos de ciclistas da cidade”, diz Luana, “e também trazer à ativa mais meninas que estão com suas bicicletas paradas em casa, por medo ou desilusão de pedalar no trânsito. Além disso, incentivar novas ciclistas que estejam apenas esperando um despertar para darem suas primeiras pedaladas fora do seu bairro”.

Os benefícios são os mais variados: as meninas menos experientes ganham em aprendizado; as que estavam paradas têm uma oportunidade; quem está procurando um meio de lazer ou locomoção pode despertar para a bicicleta. “Tudo isso resulta em fatores como saúde, maior confiança, ruptura de mitos e preconceitos, criando maiores possibilidades de locomoção, independência, e assim o efeito bola de neve pode atrair mais mulheres para usufruírem desses benefícios”, comemora Luana.

É visível nos grupos de pedal potiguares o crescimento da participação feminina. As mulheres procuram passeios em grupo, mistos ou exclusivamente femininos, como o Pedalinas Potiguares, por se sentirem mais protegidas. A insegurança, infelizmente, ainda as intimida para adotarem a bicicleta como meio de transporte. Luana considera que “há muito receio de assaltos ou assédios. O ciclista por si só já é uma das partes mais vulneráveis do trânsito, independente de sexo, mas é possível que isso  possa ser mudado e que mais mulheres estejam independentes com suas bicicletas nas ruas. Incentivos como estrutura para a bicicleta como veículo seria um fator decisivo nesse aspecto, e isso não se limita às tão pleiteadas ciclovias: é questão de segurança pública, iluminação pública e valorização de espaços ociosos da cidade, tornando-a mais segura e humanizada”.

Quem estiver em Natal – RN e quiser participar dos próximos passeios do Pedalinas Potiguares, basta se unir às meninas no local de encontro fixo, no Posto Planalto, na Av. Salgado Filho, nos horários e datas discutidos no Facebook do grupo www.facebook.com/pedalinaspotiguares. Basta uma bicicleta em bom estado e equipamentos de segurança, que o restante você conquistará sobre a bike!  Até mesmo a falta de infraestrutura segura depende de mais pessoas ocupando o espaço público a pé ou de bicicleta: você estará contribuindo para a sua cidade, para a inclusão feminina no pedal e para a sua própria vida. 

Inspire-se

Conheça algumas das mulheres que pedalam no grupo Pedalinas Potiguares

Gilmara Alves, 39 anos, autônoma - “Já faço parte de vários grupos da cidade, mas quando cheguei e vi um grupo só de mulheres achei ótimo. Que as mulheres tenham seu espaço também na cidade, onde a maioria dos grupos são masculinos. É até difícil descrever os benefícios que a bicicleta proporciona para a minha saúde, conhecer pessoas maravilhosas, lugares incríveis e uma sensação de liberdade enorme”.

Estefany Morais, 24 anos, bancária - “Minha primeira experiência no grupo foi ótima. Quando se pedala em grupo você sente uma sinergia enorme, todas são super unidas, ajudam as iniciantes. É maravilhoso! A bicicleta me ajuda muito, estou com problemas hormonais, o que me fez engordar mais de 10 kg em pouco tempo, então, procurei uma atividade que juntasse o útil ao agradável, e encontrei. A sensação de liberdade, aquele ventinho no rosto, é perfeita. Hoje em dia estou criando coragem para ir trabalhar de bike, mas é uma pena nossa cidade não investir em ciclovias e bicicletários, o que dificulta o meu trajeto”.

Clara Tavares, 18 anos, estudante de Letras - “O Pedalinas tem sido uma experiência incrível. Descobrir os limites do seu corpo no ciclismo e poder trocar conhecimento e dicas com as meninas do grupo é muito bacana. Sempre achei o ciclismo um esporte interessante, mas o que me levou até ele foi um problema de saúde. Todas as corridas e pedaladas que participei estão me ajudando a fortalecer os músculos e, o mais importante para minha recuperação, controlar meu peso, além de melhorar a qualidade de vida com relação ao meu estado de espírito. Pedalar me deixa alegre e me dá uma sensação de liberdade impagável”

Juliana Almeida, 31 anos, psicóloga - “O grupo é animado, organizado e, melhor de tudo, dá suporte às outras participantes, mesmo com a heterogeneidade das participantes. E foi muito legal participar de um grupo de pedal feminino. O primeiro benefício foi voltar a andar de bicicleta após tantos anos, ainda mais numa cidade tão voltada para os carros ao invés das pessoas, como Natal é atualmente. Além disso, o prazer da atividade física, a socialização nos grupos de pedal e, para mim, acima de tudo, sentir o ventinho bom no rosto, são coisas que não têm preço!”

Ana Karinne, 34 anos, bióloga - “Pude conhecer novas pessoas que incentivam bastante a prática de pedalar, dando orientações e transmitindo segurança para quem está iniciando. A bicicleta está aumentando a minha resistência física, ajudando na qualidade do sono, aliviando o estresse do dia a dia e a saúde está ganhando com isso”

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