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Pedalar às margens dos rios alemães: Descobrir, desfrutar e curtir

Nas margens dos rios alemães eu pedalei e me senti feliz (Qualquer semelhança com um livro do Paulo Coelho é mera coincidência)

Revista Bicicleta por Karin Gleixner
38.263 visualizações
13/05/2013
Pedalar às margens dos rios alemães: Descobrir, desfrutar e curtir
Foto: Bicibiketours

Era uma vez uma moça na Amazônia do Brasil que muitas vezes estava triste e sonhava com o grande mundo lá fora. Um belo dia conheceu, num barco no rio Amazonas, uma moça da Alemanha. As duas ficaram amigas e, depois de muitas cartas enviadas daqui para lá e de lá para cá, a moça brasileira foi ver a moça alemã na terra dela.

Nas viagens pelas lindíssimas paisagens e cidades alemãs, as duas moças conheceram muitas pessoas engraçadas e provaram as mais variadas comidas, tortas e cervejas. À procura de novas aventuras, um dia as duas partiram de bicicleta. Sairam da cidade, pedalaram muitas horas pelo interior, sempre acompanhando um rio, até que acharam um lugar para pousar à noite. No dia seguinte, seguiram pedalando perto de outro rio e voltaram a achar outra pousada para a noite, em casa de pessoas simpáticas. Assim passaram vários dias, sem se fartar da maravilhosa natureza, da boa comida e das pedaladas. No caminho comeram maçãs e ameixas maduras das árvores e os nativos ofereceram-lhes mel. Sentiam-se no paraíso. 

No quarto dia, a moça brasileira falou: “para mim as ciclovias alemãs são a oitava maravilha do mundo. Não quero jamais voltar para casa. Quero sempre seguir!” E, à noite, ela escreveu em grandes letras no camino estreito, asfaltado na beira do rio, usando uma pedra aguda: “nas margens dos rios alemães eu pedalei e me senti feliz.” Desta maneira, ou de maneira semelhante, a história aconteceu. A moça da Amazônia outrora triste teve razão: andar de bicicleta traz felicidade. Proporciona um sentimento de liberdade e facilidade e você termina querendo abraçar o mundo inteiro.

Por que o cicloturismo na Alemanha é tão forte como em quase nenhum outro país do mundo? O triunfo dele começou nos anos 80, quando as pessoas tomaram consciência do fato de que quase não custa nada andar de bicicleta – exceto a compra da bicicleta – e que nas cidades a bicicleta é imbatível em velocidade, comparada com outros meios de transporte. Além disso, o ciclista não tem que procurar estacionamento. Andando de bicicleta, o nosso corpo se mantém em boa forma, sadio e .... nos dá muito prazer! Quem começou a andar de bicicleta não quer mais prescindir disso.

Cada vez mais pessoas usam a bicicleta como meio de transporte e para viajar na Alemanha. Por isso elas reivindicam a extensão da rede de ciclovias. Desde há muitos anos a política, a administração e os serviços turísticos perceberam que num país com uma alta densidade de carros é preciso achar alternativas para o trânsito. Hoje existe uma excelente e sempre crescente infraestrutura para ciclistas, tanto nas cidades como fora delas, onde a rede de ciclovias turísticas ultrapassa 75.000 km. Existem 200 ciclovias sinalizadas de larga distância. Por isso não será uma surpresa o que constata N24, emissora de televisão, em novembro 2010 sobre a pátria do Volkswagen, Mercedes Benz e BMW. “Símbolo de status de ontem, juventude já não acha sexy os carros”. Ao mesmo tempo, o cicloturismo representa um dos mercados turísticos mais crescentes na Alemanha. Segundo o estudo “Cicloturismo na Alemanha” de 2009, o  número de hospedagens por ano, no setor de cicloturismo, alcançou cerca de 22 milhões. O cicloturista típico é de idade média ou da terceira idade, exigente em cultura, meio ambiente e gastronomia, que dispõe de um alto grau de instrução. Só 5% dos cicloturistas são estrangeiros. Esses, porém, estão especialmente satisfeitos com a oferta para cicloturistas. Quem sabe porque nos países deles não existe nada que seja comparável. Eles gostam da boa sinalização das ciclovias, da grande oferta de pensões e hotéis, preparados para ciclistas, e a culinária bem variada. Com nenhum outro meio de transporte, a beleza das diversas paisagens da Alemanha pode ser vista e apreciada tanto como com a bicicleta.

As ciclovias preferidas pelo turista na Alemanha são as mais planas e que oferecem boas condições para tomar banho. Sobretudo na Baviera, mergulhar nos atraentes e cristalinos lagos e rios causa um prazer sem par. Os trilhos que acompanham os rios levam o turista por cidades muito interessantes no que concerne história e cultura. Entre as mais visitadas ciclovias de larga distância estão aquelas ao longo do Elba, Danúbio, Meno e Neckar. Muitas vezes, ao longo dos rios menores como Altmühl, Tauber ou Lahn, se pode achar mais joias do que nos grandes. Para o cicloturista só resta escolher, além de exercer a atividade esportiva, entre uma abundância de opções como fazer visitas a castelos, igrejas, centros de cidades medievais, museus ou deleitar-se com as belezas da natureza.

A excursão de bicicleta mencionada no conto acima aconteceu nos rios Tauber e Meno e é agora oferecida com o nome de Rota Romântica, especialmente para brasileiros por bicibiketours. Bicibiketours constitui uma área empresarial da oekoplusreisen em Nuremberg. A pequena firma alemã se especializou em viagens de bicicleta para brasileiros que curtem pedalar. Bicibiketours percebeu que os brasileiros, na maioria, hesitam em fazer excursões de bicicleta na Alemanha, porque a comunicação fora dos grandes centros turísticos é impossível em português e muito difícil em inglês. É por isso que bicibiketours trabalha com guias turísticos que conhecem tanto a Alemanha como o Brasil e se consideram “intermediários” entre as culturas. Não é a velocidade que está no primero plano das rotas da bicibiketours. São bem mais a história dos diferentes lugares e regiões, os apogeus culturais, a flora e a fauna, a culinária regional e as tradições locais – não vistos em forma de uma apresentação turística, mas de perto e ao vivo, no encontro com a vida real, cotidiana e com a natureza.

No momento, bicibiketours oferece duas rotas:

A Rota Romântica já mencionada é de 7 dias e leva de Würzburg, no Meno, Patrimônio Cultural da UNESCO, até Rothenburg ob der Tauber, atração turística conhecido no mundo inteiro. Os 199 km se fazem comodamente. Os percursos diários são de 48 a 57 km, sendo o último completamente plano.

A Ciclovia dos Cinco Rios - um tanto esportiva - dura oito dias e ascende a 294 km. Começo e fim do circuito é Nuremberg, na Francônia, Região da Baviera, no rio Pegnitz, onde se oferecem aspectos interessantes para confrontar-se com a mais recente história alemã. No terceiro dia, os ciclistas conhecem um Patrimônio Cultural da UNESCO, Regensburg, no Danúbio. Aqui haverá tempo suficiente para conhecer a cidade. Os outros três rios? Ninguém tem que se preocupar: os percursos diários variam entre 30 e 65 km, na maioria planos e com paisagens excepcionalmente bonitas.

O serviço da bicibiketours inclui boas bicicletas alugadas, com até 21 marchas e excelentes bolsas impermeáveis para levar a sua bagagem. A intenção é de visitar, também, as pequenas “joias”, na rota que o turista normal não acha, e de ter contato com os habitantes das diversas regiões. Os pequenos grupos de seis a 10 pessoas são acompanhados o tempo todo pelo(a) guia, que está à inteira disposição dos brasileiros. Aliás, também crianças a partir de 10 anos podem participar nas pedaladas, se já têm certa experiência com a bicicleta. 

A oferta da bicibiketours é única na Alemanha e vai satisfazer o interesse, sempre crescente, dos turistas brasileiros, em lugares fora dos centros do turismo de massas. Posso assegurar que as duas moças da Amazônia e da Alemanha de outrora, já são bem mais velhas, mas ainda pedalam, sempre que podem...

www.bicibiketours.com

A empresa Caminhos do Sertão oferece pacotes com as rotas da Bicibiketours.

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