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Orbea Alma H50

Revista Bicicleta por Pedro Cury
36.093 visualizações
04/12/2012
Orbea Alma H50
Foto: Pedro Cury

A marca espanhola Orbea produz bikes desde 1930 e ganhou grande destaque através do multicampeão Julien Absalon, bi-campeão olímpico, quatro vezes campeão da Copa do Mundo e quatro vezes campeão mundial de MTB XCO.

A H50 é a bike de entrada da linha de competição Alma, que conta com mais 14 modelos.

A Bike

O quadro é o grande destaque da bike. Feito em alumínio 7005, é também hidroformado, o que permite o controle das formas e espessuras dos tubos, tornando-o mais leve e mais forte. A espessura dos tubos tem até três variações (triple butted), reforçando essas características. A geometria é feita para competição e possui uma tecnologia exclusiva da marca: 4x4 Triangle. Essa tecnologia permite uma maior rigidez lateral e melhor aproveitamento da energia da pedalada ao se introduzir mais um vértice no triângulo traseiro e dianteiro. Ou seja, ao invés de serem triangulares, a parte dianteira e traseira do quadro são quadrangulares. Outra tecnologia criada pela empresa é a DCR - Direct Cable Routing. Através dela, os cabos de marcha e freios são guiados pelas laterais do tubo superior e não pela parte de cima, tornando o caminho mais curto e mais linear, o que resulta em uma passagem de marchas mais suave, sem a necessidade de conduíte contínuo e em um visual mais limpo. Já nas transições, a Orbea utiliza conduítes Goretex Ride On, que prometem menor fricção.

A suspensão é uma Rock Shox Recon Silver TK Solo Air, que conta com controle externo de retorno, trava na suspensão, 100 mm de curso e amortecimento a ar.

Os freios italianos Formula RX, a disco e hidráulicos, possuem rotores de 160 mm tanto na dianteira quanto na traseira, e contam com ajuste externo da altura do manete.

A transmissão usa a nova tecnologia Shimano Dyna-Sys, que oferece 30 marchas, sendo o cassete 11-36 e as coroas 24-32-42 dentes. O pedivela é integrado, usando a tecnologia Shimano Hollowtech II.

O cockpit conta com componentes da própria Orbea: manoplas com trava, avanço de 90 mm / 10 graus e guidão rise de 660 mm. O canote também é da marca e o selim é Selle Royal Seta.

As rodas Mavic Cross Ride possuem raios aerodinâmicos (achatados) e possuem cabeça reta para o encaixe nos cubos. Os pneus Hutchinson Python Airlight possuem cravos com perfil baixo e tamanho 2.0.

Esteticamente, se destacam os tubos hidroformados. O tubo inferior não é redondo e sim hexagonal. O formato de quatro vértices também chama atenção. O quadro é predominantemente preto, mas com detalhes vermelhos e brancos, combinando com selim, manoplas e suspensão. A abraçadeira do selim possui um desenho vazado e, assim como a gancheira, é vermelha com tratamento anodizado. Como destaque, a marca oferece dois anos de garantia na pintura.

O Teste

Convidamos para o teste o atleta Igor Ramon, que é vice-campeão estadual do RJ de XCO sub-30 e também vice-campeão do Montanha Cup e Lagos Cup na mesma categoria. Pedalamos por uma trilha de nível técnico médio-alto. A única mudança foi nos pedais, que foram substituídos por outro com sistema de encaixe diferente do Shimano que vem com a bike.

Nas subidas, a bike se comporta da forma como a geometria de competição deve proporcionar: rígida e aproveitando toda a força da pedalada. Isso é especialmente sentido pedalando de pé nas subidas. Uma grande ajuda é dada também pelo cassete de 36 dentes, que proporciona uma marcha super leve para os atletas menos fortes ou para aqueles que querem passar a usar apenas uma ou duas coroas. A suspensão tem como vantagem a trava, porém não possui acionamento pelo guidão, que em um ambiente de competição, para qual a bike é indicada, se torna essencial. As rodas Mavic com os encaixes retos contribuem também para a maior tração, porém, o uso de câmaras de ar de bico grosso (schrader) se torna um pecado em uma bike indicada para competições, que precisa do menor peso possível nas rodas e de agilidade na hora de inflá-la. Felizmente, é um pecado bem barato de ser perdoado.

Descendo, a bike se mostrou rápida e fácil de controlar nos trechos inclinados. O guidão mais largo de 660 mm e a mesa um pouco menor que o tradicional facilitaram o jogo de corpo na bike. Os freios, mesmo com rotores de 160 mm, são potentes e oferecem uma ótima modulação.

O sistema de transmissão, com a tecnologia Dyna-Sys aliado a tecnologia DCR do quadro, se mostrou muito eficiente, sendo preciso e bem suave nas passagens de marcha nas diversas situações. Os pneus possuem cravos baixos e um desenho mais genérico que proporcionam boa rolagem e um comportamento previsível. Já a suspensão tem como vantagem uma gama ampla no ajuste da compressão (através do ar), porém, o ajuste de retorno é limitado. Além disso, é uma suspensão pesada, ficando incompatível com o nível dos outros componentes e se tornando o ponto fraco da bike.

Biker Igor Ramon

“Achei a frente da bike bem ágil e fácil de controlar. Nas descidas técnicas ela transmite confiança, e nas subidas ela traciona bem, dando a sensação de estar ‘bem presa no chão’, até mesmo pedalando em pé. A passagem de marcha é bem suave e não cansa. O que realmente senti falta foi poder travar a suspensão pelo guidão”.

Conclusão

A Orbea Alma H50 é uma bike de entrada de competição, mas que oferece alguns componentes de alto desempenho. O quadro, mesmo sendo ainda de alumínio, possui tecnologia avançada e única, além de geometria dedicada à competição que já subiu no lugar mais alto do pódio nas principais provas do mundo. A suspensão tem um funcionamento aceitável, porém não está no mesmo nível dos outros componentes. Para uma bike de entrada dessa categoria, ela oferece elementos excelentes que facilitam futuros upgrades.

Prós

• Geometria de competição
• Quadro com tecnologia exclusiva
• Cassete de 36 dentes
• Freios potentes

Contras

• Suspensão pesada, com ajuste de retorno limitado
• Trava da suspensão não possui acionamento remoto
• Câmaras com bico grosso

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

Quadro: Orbea Alma Hydro

Pedivela: Shimano M552 24x32x42

Caixa De Direção: 1 1/8" Semi-Integrada

Guidão: Orbea OC-II Raised 660 mm

Avanço: Orbea OC-II 90 mm / 10°

Passadores: Shimano SLX

Freios: Formula RX

Câmbio Traseiro: Shimano XT Shadow

Câmbio Dianteiro: Shimano SLX

Corrente: Shimano HG-74

Rodas: Mavic Crossride Black

Cassete: Shimano HG-81 11-36 10v

Pneus: Hutchinson Python Airlight 26x2.0

Canote: Orbea OC-II

Selim: Selle Royal Seta

Pedais: Shimano PDM-520

Suspensão: Rock Shox Recon Silver Solo Air 100mm

Manoplas: Orbea MTB

Peso: 11.940 g

Vestuário: Capacete Orbea Rune, camisa X-Terra Cyclingx Jersey, bermuda X-Terra, óculos Tifosi, luvas e meias Da Matta, sapatilha Diadora.

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