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Mesa não é questão de estética

Revista Bicicleta por Carlos Menezes
52.731 visualizações
19/08/2013
Mesa não é questão de estética
Foto: Strixcode

Mesa não é apenas uma questão de estética: ela está diretamente relacionada ao conforto e performance do ciclista, onde alguns milímetros de comprimento ou graus de inclinação fazem toda a diferença.

Mesa, suporte de direção, avanço do guidão, headseat, stem, não importa o nome dado, com certeza já dedicou alguma parte do seu tempo avalianVdo qual o comprimento de mesa deveria utilizar em sua bike para conseguir o melhor posicionamento. 

Mesmo sendo tratada por muitos como um componente extremamente simples, essa peça é responsável por todo o conforto do ciclista e dirigibilidade da bike. Isso porque a escolha de um quadro ideal deve ser feito levando-se em consideração a altura e alcance do ciclista ao guidão. Para isso, a mesa apresenta-se como componente que vai colaborar para ajustar o alcance do guidão seja em altura ou distância do guidão em relação à caixa de centro. Mas para se chegar a essa medida é importante que antes disso seja encontrado a altura e o recuo correto do selim e que para isso é necessário estar com os tacos da sapatilha devidamente alinhados.

Como pode ser observado, a escolha de uma mesa não está relacionada simplesmente ao fato de se sentir ou não confortável na bike. Estar se sentindo bem não é sinal de que esteja tirando o máximo de conforto e rendimento da mesa que está utilizando. Mas por outro lado, escolhas erradas estão diretamente relacionadas a dores e dormência nas mãos, braços, pescoço, dores na coluna e pasmem, uma mesa mais comprida ou mais curta que o ideal deslocam o centro de equilíbrio do ciclista fazendo com que o peso fique mais concentrado nos pedais ou no selim, provocando assim dormência nos pés e dores nas pernas, parestesia na região genital e incômodos na região que os ísquios tocam o selim. Esse deslocamento do centro de equilíbrio do ciclista também provoca dificuldades para conduzir a bike em trajetos técnicos e em curvas fechadas.

Baseado nessas informações, agora fica fácil entender porque o erro mais comum na escolha e compra de uma bicicleta é escolhê-la levando-se em consideração apenas o comprimento do seat tube (tubo do selim). O mais comum é uma pessoa dizer: “tenho x de altura e Y de cavalo (entre pernas), sendo assim, meu quadro ideal é o z”. Suponhamos que esse raciocínio esteja certo (e não está), acertar o comprimento do seat tube é o menor problema que se pode ter em uma bike, afinal de contas é o mais fácil de corrigir, pois basta aumentar ou diminuir a altura do selim, movimentando o canote para cima ou para baixo. 

A escolha correta de um quadro está relacionada ao stack (altura) e reach (alcance) de um quadro. Importante ressaltar que o alcance do quadro é completamente diferente do comprimento do top tube. Nesse ponto, a mesa é fundamental para compensar pequenas diferenças de ajuste com uma mesa mais curta ou mais longa e mesmo aumentando a altura do guidão utilizando-se mesas com maior grau de inclinação e vice-versa. 

Sendo assim, quando uma pessoa compra um quadro menor do que o ideal é comum observarmos que o ciclista recua o selim ao máximo e troca sua mesa por uma mesa muito grande. Aí, então, teremos como consequência: o recuo exagerado do selim provoca uma perda do eixo de força no pedal e a mesa comprida deixará a bicicleta “lerda” nas curvas. Consequentemente quando compra um quadro muito pequeno, o ciclista adianta muito seu selim e encurta ao máximo a mesa. Com isso, o eixo de força do pedal também é perdido e a mesa curta deixará a bike extremamente agressiva, onde o menor sinal de movimento lateral no guidão provocará grandes movimentos laterais na bike.

Resumindo esse raciocínio, a mesa deve ter uma proporção em relação ao quadro corrigindo o alcance do ciclista para mais ou para menos. Mas além disso a mesa também é fundamental para ajustar a altura e distância do guidão.

Bicicletas que apresentam o mesmo tamanho de quadro apresentam diferentes alturas de caixa de direção, com isso muitas vezes os ciclistas necessitam colocar a sua mesa de maneira positiva para aumentar a altura do guidão ou instalá-la de maneira negativa para diminuir a altura do guidão.

A mesa deve apresentar uma certa proporção em relação ao tamanho do quadro para oferecer uma boa abertura de “arm pit” e um bom grau de inclinação do tronco em relação ao solo bem como uma adequada flexão de quadril e isso só é possível com as orientações de um profissional especializado, sugerindo qual a melhor mesa para o seu quadro atual.

A avaliação e ajuste de um Fitter é bem mais barato do que muitas mesas que existem no mercado. Você gasta menos fazendo um bom Bike Fit do que comprando e testando vários modelos de avanço.

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