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+bicicleta - Eu Pedalo

Laís Saes

Por que eu pedalo? Pedalo para esquecer dos problemas. Pedalo para trabalhar meu corpo e a minha alma. E claro, acima de tudo, pedalo para me divertir. A bicicleta é fundamental na minha vida. Ela me ajuda a ser uma pessoa mais determinada, tanto no trabalho quanto na minha rotina pessoal – sem contar as competições de que participo em diversos finais de semana. Além disso, ela ainda me leva a lugares inesquecíveis e me faz conhecer pessoas maravilhosas. Não sei o que seria de mim sem ela.

Revista Bicicleta por Laís Saes
20.641 visualizações
30/12/2015
Laís Saes
Foto: Laís Saes

Nome: Laís Saes

Profissão: Gerente Comercial

Cidade: Indaiatuba - SP

Modalidade: MTB

Meu nome é Laís Saes. Hoje trabalho como gerente comercial de uma incorporadora, em Indaiatuba-SP, e sou apaixonada por pedalar. Mas é muito mais do que isso. Hoje posso dizer com toda certeza: a bike faz parte da minha vida. Pedalar é como escovar os dentes, tomar banho e etc. Faz parte do que eu sou.

Comecei a pedalar há mais de 10 anos. Foi quando coloquei na cabeça a ideia de praticar alguma modalidade esportiva. Movimentar e esticar o corpo, o que é essencial e aconselhável a qualquer um. Logo de cara eu já gostava bastante e tentava acompanhar alguns dos meus amigos que andavam de bike. Meu objetivo também era pedalar em lugares diferentes, manter a forma física e a saúde mental. O que eu consegui sem dificuldade porque, para mim, essa sempre foi uma atividade que me fez muito bem. 

Eu até cheguei a me aventurar na natação e em outros esportes, mas não durou muito tempo. Percebi que meu esporte era realmente o Mountain Biking (MTB) e o Ciclismo de Estrada. Foi assim que me apaixonei, treinando muito, e cada vez mais pegando o gosto pelo pedal, sempre superando minhas metas pessoais. 

A partir daí, não demorou muito e resolvi participar da minha primeira prova. Lembro-me como se fosse hoje, ela aconteceu no interior de São Paulo. O clima de competição, a sensação de vestir a roupa, colocar o capacete, os equipamentos, subir na bike, a largada. Uma série indescritível de sensações! Foi minha primeira competição e tive a sorte de ganhar. Foi um belo incentivo para continuar. Fiquei bastante animada e confiante. Então, comecei a participar de alguns campeonatos.

No início era complicado, pois não tinha apoio de nenhuma equipe e participava das corridas por conta própria. Não era nada fácil. As inscrições eram e ainda são caras, e geralmente os gastos com transporte e estadia têm um valor alto. Outra questão que esbarrei foi na preparação. Eu não tinha muita noção de qual era a melhor alimentação a ser seguida e a melhor forma de treinar antes de uma competição, peças fundamentais para a vida de um atleta.

Alguns anos se passaram e deixei a categoria amadora. Passei a pedalar na profissional. O clima era diferente. Com os resultados aparecendo, a Scott Brasil, outros apoiadores e um treinador passaram a fazer parte da minha rotina de atleta. Contar com esse tipo de apoio é sempre muito bom. Então, nós iniciamos uma parceria, e quando percebi a coisa já estava ficando séria.

Todos os meus treinos são de bike, tanto a Speed como a MTB, e não meço esforços para isso. Imagine intercalar isso com o trabalho: durante a semana costumo acordar às 4 h da manhã, geralmente de terça e quinta-feira, para treinar. Aos fins de semana quando não tenho corrida, treino sábado e domingo também. Já quando tenho alguma prova no domingo, faça um treino leve no sábado, apenas para movimentar as pernas, testar a bike e fazer os acertos finais. Fica corrido, mas é uma delícia! 

Moro e trabalho em Indaiatuba, interior de São Paulo, e conciliar a minha vida de ciclista com a minha carreira profissional de gerente comercial não é uma tarefa fácil. Mas posso dizer sem medo de errar que a sensação é maravilhosa! 

Preciso acordar cedo para treinar e o maior problema é não ter muito tempo para descansar, pois o meu horário é curto, tanto de treino como de descanso. Mas apesar de ser corrido e de não ter muito tempo para descansar e passear, eu simplesmente adoro o que faço. Minha vida não teria sentido sem esse “conjunto de informações”, se não existisse a Laís ciclista e a Laís gerente comercial. Digo isso com muito orgulho!
E sabe o que também é muito bacana? O carinho das pessoas a minha volta.  Eu percebo que elas ficam admiradas, acho que principalmente pelo fato de eu conseguir conciliar trabalho com treinos e competições. Meus amigos, familiares, colegas e até outras pessoas que estão ao meu redor torcem por mim e me incentivam a continuar. 

Isso é demais! Muito gratificante e dá ainda mais ânimo para seguir no esporte. Claro, assim como eles me incentivam, eu também sempre dou força para quem quer começar. Quem estiver lendo essa matéria e quiser umas dicas, pode contar comigo, viu? No que eu puder ajudar, claro!

Tanto me incentiva que de lá pra cá, já participei de muitas provas como Big Biker, Campeonato Brasileiro, Jogos Regionais, Brasil Ride, Endurance Bike, GP Ravelli e outras. São competições de grande porte, com atletas de alto nível e que reúnem dezenas de ciclistas a cada etapa – e já conquistei muitos pódios e vitórias.

E qual é o segredo? É sempre ter uma ideia na cabeça: preciso fazer meus treinos de forma constante, com muita disciplina, mantendo o foco no resultado e saber onde eu quero chegar. Por isso, as competições me ajudam muito na minha vida pessoal e profissional.

Procuro treinar de forma constante e sempre me concentrar nas provas, tentando esquecer tudo que não faz parte daquele momento e manter o foco. Acho que é disso que preciso para garantir bons desempenhos e, quem sabe, conquistar um lugar no pódio. Estar preparado e fazer uma boa prova. O resultado é consequência. É assim, com esse pensamento, que eu sigo até o momento da largada. 

Depois dessas experiências, hoje posso garantir que competir se tornou um vício na minha vida e não me vejo sem o compromisso de encarar os campeonatos. Sou uma legítima apaixonada por esse esporte! 

Como todo atleta, eu também tenho meus ídolos. Ter referências também ajuda a evoluir como atleta. Tenho dois nomes de atletas nacionais que admiro tanto pessoalmente como profissionalmente. São eles a Adriana Nascimento e o Marcio Ravelli. Acho que são ícones do nosso esporte e devem ser lembrados sempre por tudo o que fizeram! No ciclismo internacional, tiro o meu chapéu para Lance Armstrong e Nino Schurter.

Mas é claro que muitas coisas mudam com o tempo. Desde que passei da categoria amadora para a categoria profissional alguns detalhes são diferentes. Por exemplo, hoje preciso conciliar minha casa e meu trabalho com uma rotina de treinos e competições. Quando eu comecei, morava com a minha família e tinha uma vida bem mais tranquila. Hoje faço tudo sozinha e garanto que não é uma tarefa fácil. Porém, garanto também que o prazer de fazer tudo isso, dessa rotina acelerada, para mim, não tem preço.

Laís Saes é ciclista Scott Brasil e tem apoio de Exsa, HPeres e Yamabike. 

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