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Gustavo Mesquita - Entrevista

Revista Bicicleta por Gustavo Mesquita
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13/03/2012
Gustavo Mesquita - Entrevista
Foto: Arquivo Pessoal

Nascido na cidade de Três Pontas, no interior de Minas, Gustavo Mesquita completou 24 anos em 28 de janeiro. Em todas as categorias do Campeonato Mundial de BMX 2011, disputado nos dias 27 a 31 de julho em Copenhague, na Dinamarca, reunindo mais de 2.200 atletas, ele foi o único brasileiro a conquistar o título de campeão.

Gustavo começou a praticar o bicicross como brincadeira de criança, construindo pequenas rampas de terra e correndo com os colegas da cidade. A brincadeira foi ficando séria e ele decidiu treinar para ser um verdadeiro campeão. Participou de algumas corridas regionais e em 2008 veio o primeiro título nacional. A falta de patrocínio e as dificuldades que apareceram no caminho não o fizeram desistir.

Em 2011, uma oportunidade incrível surgiu decorrente do ótimo trabalho que Gustavo vinha apresentando. Ser Campeão Mundial foi um grande marco na carreira e possibilitou o reconhecimento internacional deste talento da modalidade. Os colegas que brincavam com ele em Três Pontas sem dúvida sentem muito orgulho do amigo, e Mesquita faz questão de dizer que eles foram os seus maiores incentivadores. Certa vez, um amigo lhe pediu a bicicleta emprestada. Quando devolveu, falou: “a bike é igual às outras, o que faz a diferença é quem está pilotando. Parabéns, Gustavo Mesquita”.

RB - Quando começou a correr bicicross e quem foi o seu incentivador?

G.M. - Comecei a andar de BMX em 2001, mas apenas em 2006 passei a competir. Na época, meus maiores incentivadores foram meus amigos que moravam por perto.

RB - Hoje você corre pelo Clube São José dos Campos, interior de São Paulo, na categoria 17 a 24 anos. Pretende entrar de vez na elite nacional e internacional?

G.M. – Pretendo evoluir e optei por correr a Elite Man em 2012, a categoria principal do bicicross. Na categoria em que eu estava anteriormente ganhei todos os eventos importantes, como o Mundial, Campeonato Brasileiro da CBC, Copa do Brasil, Latino-americano e Pan-americano. Também fui Vice-campeão Paulista e Brasileiro da CBBX.

RB - Você foi o único campeão mundial de 2011. O que isso representou para você? Mudou alguma coisa em relação a patrocínios?

G.M. – Ir ao mundial já era um sonho. Ser campeão, então, foi demais! Estou super feliz com o resultado. Quanto aos patrocínios, ainda estou em fase de negociações com algumas empresas para a temporada 2012. Estou começando uma nova vida como atleta profissional e espero que tudo saia da melhor maneira possível, e que isso incentive outros atletas com o mesmo potencial.

RB - Como foi sua preparação para este evento e qual era sua expectativa?

G.M. – Há três anos que queria correr um mundial, mas sempre dava errado. Em 2011, mais uma vez foquei nisso e fiz o meu melhor. Vinha em treinos fortíssimos e vitórias em eventos nacionais e internacionais. Faltando um mês para o evento, recebi a notícia que mais queria nesse ano: ir ao mundial. Meu técnico Valdir contribuiu muito para isso. Eu estava em um grande ritmo de competição e tinha a meta de ficar entre os oito melhores do mundo. Entrar na final era fundamental e, quando eu já estava lá, pensei, agora é tudo ou nada! E consegui. Demorei a acreditar que era Campeão do Mundo.

RB - Quem patrocinou sua viagem à Dinamarca?

G.M. – O Clube de Ciclismo de São José dos Campos, a Prefeitura Municipal de Três Pontas e alguns comerciantes fizeram esse sonho se realizar.

RB - O que espera para 2012? O que irá buscar nesta nova temporada?

G.M. – Vou ter que me esforçar em dobro, pois quero fazer meu melhor na Elite Man. Quero manter os bons resultados, sempre respeitando meus adversários, acho isso importante.

RB - Qual a sua opinião em relação ao Bicicross do Brasil? O que está faltando para que sejamos uma potência mundial no esporte?

G.M. – Precisamos que empresas acreditem mais em nossos atletas. O Bicicross tem muito potencial no Brasil, se tiver empresas que apostem neste esporte, teremos o país sempre no pódio.

RB - Esse ano você correu em várias regiões do país. O que achou das pistas?

G.M. – Na minha opinião, as pistas devem evoluir para o nível aumentar mais ainda. Esse é um dos grandes fatores que nos impede de ter mais resultados positivos lá fora.

RB - Depois que o Bicicross se tornou olímpico, o que mudou no esporte aqui no Brasil?

G.M. – Pouquíssimas coisas mudaram. Falta muito para brigarmos de igual para igual com os países da América do Sul. O ponto positivo foi a criação de leis de incentivos. Isso é ótimo para empresas do lucro real, que podem abater o imposto de renda. O ponto negativo é a falta de pistas de Supercross no país. Imagina correr em algo que nem se treina? Esperamos que as promessas saiam do papel e sejam construídas pistas futuramente.

Vamos ao giro rápido com Gustavo Mesquita.

• Melhor bike – A minha Free Agent
• Melhor lugar para correr – Americana, interior de São Paulo.
• Melhor Campeonato – Os dois nacionais, da CBBX e CBC.
• Patrocinadores – Clube de Ciclismo São José dos Campos, P1 Racing, World Bikee e M3 Fitness.

Considerações finais

Agradeço ao meu treinador Tigão, ao Valdir, à Sônia e Kleber, de São José dos Campos, à Prefeitura de Três Pontas, ao meu grande amigo Lima Junior e, principalmente, ao Clube de Ciclismo São José dos Campos.

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