REVISTA BICICLETA - Freios a Disco em Bike de Estrada
MPRO
Lube Cera Premium

O Portal
da Bicicleta

SHIMANO
Revista Bicicleta - Edição 84

Leia

Revista
Bicicleta



+bicicleta - Oficina

Freios a Disco em Bike de Estrada

Uma abordagem sobre a popularização dos freios a disco para bicicletas de estrada.

Revista Bicicleta por Ronaldo Huhm
69.991 visualizações
09/03/2018
Freios a Disco em Bike de Estrada
Foto: Scott Divulgação

Recentemente, a indústria da bicicleta anunciou o que muitos (como eu) já esperavam ansiosamente: freios a disco para bicicletas de estrada! O que era uma possibilidade, um boato, uma lenda, hoje se tornou uma realidade.

Essa novidade, que ainda enfrenta resistência no pelotão Pro Tour, vem ganhando adeptos no campo do ciclismo amador. Eu mesmo tive uma experiência com protótipos em 2010 e me surpreendi com os resultados. Agora, ao rodar com os sistemas mais atuais, fiquei impressionado principalmente com a modulação e a potência, pilares de uma boa frenagem.

Ultimamente, crescentes rumores juntamente com protótipos lançados e finalmente produtos embarcados nas bikes, fez com que a ideia do freio a disco para bicicletas de estrada ganhasse cada vez mais espaço nas bikes de linha. O resultado é que estes freios vem ganhando o mundo do ciclismo amador. E nesse contexto, temos visto cenas não comuns por aqui como praticar ciclismo em dirt roads ou grave roads - estradas de terra e serras sem asfalto com bicicletas ‘estradeiras’ mais confortáveis, equipadas com freios a disco e pneus 25C. Diversão garantida e com rendimento muito interessante. Novas tendências...

A minha experiência pessoal foi fantástica: andei com uma bicicleta muito legal em uma montanha de 1.750 m da altura! Por isso, acredito que foi uma prova de fogo para o freio a disco. Não sou um cara exatamente leve, estava com 82 kg na época do teste e a descida da montanha era bastante sinuosa. Adicione a tudo isso neve e frio congelante, onde as mãos parecem que vão trincar mesmo com luvas! Apesar de tudo isso, consegui frear sem problemas. O ‘curso’ necessário para o acionamento da alavanca é menor, abre-se menos a mão para segurar entre o guidão e a alavanca do freio, é preciso “recalibrar” a pegada no freio, mas nada difícil ou incômodo, muito pelo contrário: é fácil acostumar com coisa boa!

As opções disponíveis ainda são poucas, mas vão se multiplicando, assim como aconteceu com os freios a disco no Mountain Bike anos atrás, que hoje é unanimidade. Alguém imagina uma corrida de Mountain Bike profissional hoje sem utilização de freios a discos? Muito improvável. Hoje os sistemas de freios são pensados em conjunto para controle da alteração de temperatura, ou melhor, do calor, que é o elemento que influencia diretamente na qualidade da frenagem à medida que aumenta. Temos discos, mangueiras, pastilhas e pistões cada vez mais desenvolvidos e avançados, feitos com materiais ultramodernos que garantem potência, modulação e baixo peso.


Foto: Pedro Cury

Apesar de defensor desse sistema, também tenho minhas ressalvas, que passam pela facilidade que é trocar uma roda de estrada com freio de pinça em relação a uma com disco! O freio de pinça tem um espaço muito maior para a entrada do pneu se comparado à fenda onde o disco precisa entrar. Durante uma competição, onde você faz uma troca de rodas quase que em movimento, isso demanda uma habilidade fenomenal do mecânico.

Mas nem só de Pro Tour vive o ciclismo e a verdade é que a tecnologia e segurança são aliadas sempre bem-vindas em nosso esporte. E com o crescimento do ciclismo essa quebra de barreiras é muito boa para a evolução dos equipamentos. Inovações como carbono e câmbio eletrônico se consolidam; creio que com os freios a disco também será assim e teremos esse sistema nas bikes de estrada muito mais rápido que se imagina!

Comentários Facebook
Comentários
Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar.

Para postar seu comentário faça seu login abaixo.

E-mail
Senha

 

Cadastre-se Aqui | Esqueceu a senha?

Edições On-lineCadastre-se Esqueceu a senha?
E-mail
Senha
Revista Bicicleta 2012 © Todos os Direitos Reservados