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E-mountain bikes

Revista Bicicleta por Fábio Zander
13.410 visualizações
10/06/2015
E-mountain bikes
Foto: Divulgação

Discussões não faltam no mundo das mountain bikes. Anos atrás muitos achavam um absurdo usar freios a disco, já que os v-brakes eram ótimos, quase perfeitos. Outro debate foram os quadros e peças em carbono. Mais atual é a discussão sobre os tamanhos de rodas, mas hoje apresento a vocês mais um tema bastante discutido aqui na Europa.

Este tema é, talvez, algo impensável para muitos atletas, mas um apoio bem-vindo para os ciclistas. A seguir, os modelos mais interessantes dessa nova tendência, as e-mountain bikes. O que você acha?

Quem passeou em setembro pela feira Eurobike, na Alemanha, percebeu o crescimento e a presença das e-bikes nos principais estandes das principais marcas de bicicletas do mundo. E-mtbs não são mais produtos marginais oferecidos pelas grandes fabricantes de bicicleta, elas são vistas como um novo gênero e novo grupo no mundo dos pedais.

Tanto faz se Cannondale, Scott, Haibike ou Cube, quase todos os fabricantes tem em seus lançamentos modelos de mountain bikes com suspensão total, as conhecidas fulls, com motores elétricos. O motor elétrico parece ser uma nova e boa escolha para o uso esportivo. A Bosch, no momento, é a marca líder do mercado no fornecimento de motores elétricos para as mountain bikes e bicicletas em geral. O investimento é grande das empresas, a geometria das bicicletas tem sido constantemente desenvolvida, adaptada e aperfeiçoada ao peso dos motores elétricos fornecidos no mercado. O desenvolvimento de longe não parou e, com certeza, trará nos próximos anos modelos de motores mais potentes e leves.

Aqui na Alemanha foi realizada uma pesquisa junto aos usuários de mountain bike e a pergunta era: qual a sua opinião sobre as e-mtbs?

Veja o resultado da pesquisa:

- 8,53% achou terrível, pois sso não tem nada a ver com o mountain bike.

- 2,64%% achou tecnicamente interessante, mas isso poderia agravar o problema da aceitação do mountain bike na sociedade.

- 9,84% achou útil para determinados grupos: de ciclistas mais fracos ou pessoas com mobilidade reduzida.

- 12,29% achou uma opção como um complemento para o mountain bike.

- 66,70% achou que este é o futuro: o mountain bike é dinâmico e divertido.    

Muitas conclusões podem ser tiradas a partir da pesquisa, por isso conversei com algumas pessoas, além de ler muitos comentários a respeito.

Um casal, com respectivamente 73 e 74 anos, afirmou que há cinco anos também acharia o uso de e-mtbs um absurdo, mas com a idade mais avançada eles encontraram cada vez mais dificuldades com as montanhas mais altas, que anos atrás pedalavam com mais tranquilidade. Com o surgimento das e-mtbs, puderam novamente pedalar e curtir os antigos trajetos que percorriam no passado. Não é a questão de velocidade, mas a possibilidade de subir uma montanha sem esforço excessivo. Para eles, mountain bike com ou sem motor é melhor do que ficar em casa, sentado no sofá vendo televisão. Eles acreditam no sucesso do e-mtb, principalmente para pessoas com idade mais avançada e ativas que continuam curtindo os passeios pela natureza.

Um dos entrevistados também achou que a nova tendência não poderá ser freada e será desenvolvida cada vez mais, mas prevê problemas e richas entre usuários de mtb e e-mtbs em trilhas. Não se pode comparar os dois tipos de ciclistas, pois as ambições esportivas de ambos se diferem, mesmo que haja o respeito mútuo necessário.

Outro entrevistado fez uma consideração importante. Ele acha que deveria haver um tipo de curso básico para os usuários iniciantes de e-mtbs que subestimam os motores elétricos e sofrem acidentes, principalmente em trilhas e descidas íngrimes. 

Muitos acharam a tecnologia bem-vinda, principalmente para aqueles que tenham algum obstáculo físico.

Seja mais um lançamento da indústria, uma moda passageira ou mesmo uma nova oferta para ciclistas, na minha opinião, não devemos perder tempo discutindo ferrenhamente lançamentos e novidades, o negócio é experimentar (ou não) e fazer aquilo que se gosta, respeitando todas as vertentes que têm surgido no mundo das bicicletas nos últimos anos e ser feliz.

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