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De mulher para mulher

Coquetel em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres: junte generosidade com muito vigor; adicione doses infinitas de doçura com energia; coloque flexibilidade com muita resiliência. Em seguida, junte tudo isto com amor em um único recipiente, e você terá a receita: “O Poder das Mulheres

Revista Bicicleta por Claudia Franco
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10/06/2013
De mulher para mulher
Foto: Maga

Desde a mais remota época, a mulher exerce o papel de agente de mudança na sociedade. Há mais de 200 anos, a mulher vem lutando pelos seus direitos.  Em 1792, na Inglaterra, Mary Wolstonecraft (1759-97) escreveu um dos grandes clássicos da literatura feminista – A Vindication of the Rights of Women, onde defendia uma educação para meninas que aproveitasse seu potencial humano.

Em 8 de março de 1857, nos Estados Unidos, 129 operárias morreram queimadas pela força policial, numa fábrica têxtil, em Nova York. Elas “ousaram” reivindicar redução da jornada de trabalho de 14 para 10 horas diárias, e o direito à licença- maternidade. Mais tarde, foi instituído o Dia Internacional da Mulher – 8 de março – em homenagem a essas mulheres.

Durante o período de império no Brasil, se tentou a legalização do voto feminino, com ou sem o consentimento do marido, mas sem sucesso. A constituição de 1891 excluía a mulher do voto, pois não era vista como um indivíduo dotado de direitos.

Berta Lutz, a pioneira no feminismo brasileiro, em 1922, fundou a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, que lutava pelo voto, pela escolha do domicílio e pelo trabalho de mulheres sem autorização do marido.

Os primeiros estados a legalizar o voto feminino foram Rio Grande do Norte e Minas Gerais. Celina Guimarães Viana, em 1927, foi a primeira eleitora registrada no país.

Em 1975, a ONU organizou o "Ano Internacional da Mulher". O universo feminino passou a ser tema de discussão nas universidades, e em meio aos profissionais liberais.

A ascensão e o crescimento da participação das mulheres na sociedade aconteceram durante toda a história: Cleópatra, a rainha do Egito, subiu ao trono aos 17 anos, 51 anos antes de Cristo. Elizabeth I foi a quinta e última monarca da dinastia Tudor, e governou a Inglaterra por 44 anos. Indira Gandhi, em 1966, foi a primeira mulher a exercer o cargo de primeira-ministra na Índia. Margareth Thatcher foi eleita primeira-ministra do Reino Unido e, em 1979, considerada a mulher mais influente do século XX. Ellen Johnson Sirleaf, em 2006, tornou-se a primeira mulher a comandar um país no continente africano. Benazir Bhutto foi a primeira mulher a dirigir um Estado Islâmico, o Paquistão. Cristina Kirchner, atual presidente da Argentina, foi a primeira mulher eleita pelo voto direto no país. Angela Merkel, atual chanceler da Alemanha, foi a primeira mulher a ocupar o cargo no país. Dilma Rousseff, eleita a primeira presidenta do Brasil, em 2010, foi considerada a 16º pessoa mais poderosa do mundo, pela revista Forbes.

As mulheres sempre se destacaram na sociedade por sua força revestida de sutileza, por sua coragem revestida de persistência, pelo seu poder revestido de doçura, pela sua sabedoria revestida de humildade.

Não há nenhum setor onde a mulher não tenha atuado e se destacado. Um destes setores é o esportivo, pois o papel da mulher no esporte se mescla com seu papel social na história da humanidade.

Acreditem ou não, mas foi o ciclismo que exerceu a maior influência na emancipação física das mulheres inglesas e americanas. O ciclismo teve seu início na Inglaterra, em 1870, e tornou-se muito popular nos Estados Unidos, no final de 1880 e início de 1890.

O que fez do ciclismo um sucesso na época foi oferecer às mulheres a oportunidade da mobilidade física, e os benefícios de uma recreação ativa e saudável. Além disto, trazia consigo um novo senso de liberdade relacionado à roupa restritiva da época, demandando o abandono dos espartilhos e a transformação das saias em calças curtas ou bloomers – calções de mulher, folgados e compridos até os joelhos.

O esporte tem sido, para as mulheres, mais um espaço de busca de igualdade, de direitos e ascensão social.

O andar de bicicleta dá uma condição de ir e vir, liberdade, autonomia e independência, tudo o que as mulheres pós anos 60 buscavam. Por este motivo, o ciclismo foi o primeiro esporte que, no século XIX, exerceu maior influência na emancipação feminina.

A declaração Universal dos Direitos Humanos, da ONU, afirma, em seu artigo 1º, que “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”. Apesar de toda a evolução e direitos iguais para homens e mulheres, da importante presença e papel da mulher na sociedade, a começar por ser o indivíduo que gesta a vida de todos os seres humanos no mundo, a mulher ainda não conseguiu, de fato, ter os mesmos benefícios dos homens. Assim como em todos os outros setores, as conquistas femininas no esporte têm menor espaço na mídia, as premiações das atletas são inferiores, a disponibilidade de apoiadores e patrocinadores é sensivelmente menor, e a disponibilidade de equipamentos, roupas e acessórios, idem.

As mulheres são, por natureza, agentes de mudança, apenas precisam se livrar do ranço da aceitação de inferioridade e saber que não são inferiores aos homens, apenas diferentes em alguns aspectos. Esta diferença deve ser contida apenas nas questões físicas e emocionais, e não mais permear direitos e benefícios que todos devemos receber pelas próprias conquistas, independentemente do sexo.

Nós, mulheres, devemos exaltar e nos orgulhar do “Ser Mulher”, pois Ser Mulher é um ato de coragem, é ser cidadã do mundo, é ter beleza sem prazo de validade. Ser Mulher, acima de tudo, é um estado de espírito.

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