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Christian Fittipaldi - Entrevista

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Revista Bicicleta por Christian Fittipaldi
36.244 visualizações
19/06/2012
Christian Fittipaldi - Entrevista
Foto: Arquivo Pessoal

Um acidente na Fórmula Indy, em 1997, resultou em uma perna e um pé quebrados e uma longa recuperação. Foi aí que Christian Fittipaldi, hoje com 40 anos, sentiu o prazer de pilotar uma bicicleta. A temporada 2011 marcou os 30 anos de carreira do piloto no automobilismo, e o primeiro ano da equipe Scott-Fittipaldi.

Nascido em São Paulo, em 18 de janeiro de 1971, Christian é membro de uma das famílias mais importantes do automobilismo nacional. Ele iniciou no kart, aos 10 anos de idade. Acelerou nas pistas do mundo todo nas principais categorias do automobilismo mundial: Fórmula 1, Fórmula Indy e foi o único brasileiro a correr na categoria principal da NASCAR. Atualmente, corre no Brasil, no Trofeo Linea, pela equipe que montou com o pai, Wilsinho Fittipaldi, e em algumas competições de MTB.

RB - Como a bicicleta entrou em sua vida? Há quanto tempo pedala?

CF - A bicicleta entrou na minha vida quando eu quebrei a perna e o pé, após um acidente na Fórmula Indy, na Austrália, em 1997, o que me deixou de fora das pistas por 10 meses. No período de recuperação, comecei a andar de bike em Miami, nos EUA, onde eu morava.

RB - Em que modalidades gosta de pedalar?

CF - Minhas preferidas são estrada e mountain bike. A mountain bike me lembra bastante a época em que eu andava de moto na terra. Peguei trilhas dos 13, 14 anos até os 18 anos e isso me ajudou na transição para andar de MTB. Nos EUA, eu só andava de speed, pelas condições geográficas de Miami, onde tudo é muito plano.

RB - O que fez um piloto de automobilismo ingressar no mountain biking? Você tem participado de competições?

CF - O que me levou a competir é que gosto do esporte. Adoro andar de MTB. É algo que me atrai bastante, além de trabalhar o lado do preparo físico. Tenho grande respeito por todos que andam e praticam este esporte, porque sei o quanto ele exige e o quanto é difícil. Quanto às competições, tenho participado sim, mas mais por diversão. Pedalo mais com a família, três a quatro vezes por semana, geralmente pela manhã. Meu recorde em um ano até agora foram 12.500 km pedalados, em 2009. 

RB - Que benefícios a bicicleta trouxe para a sua vida?

CF - O primeiro e mais importante é que me ajuda bastante na manutenção da forma física, além de trazer mais prazer e a chance de praticar outro esporte que gosto e do qual eu associo muitos dos atributos das corridas - isso me ajuda muito.

RB - Quais as semelhanças entre competir em um carro e competir em uma bike?

CF - De MTB, não consigo fazer comparações, mas na speed, o vácuo é uma grande semelhança. Claro que na bike você está bem mais lento do que em um carro, mas a sensação ao pegar um vácuo é exatamente a mesma.

RB - Quais são os seus objetivos com a equipe Scott-Fittipaldi e como competidor na modalidade?

CF - Como competidor, quero simplesmente me divertir ao máximo. Se tivesse tempo para treinar e me preparar, gostaria de tentar competir em uma competição de longa duração aqui ou fora do Brasil. No caso da equipe, quero tentar dar o máximo possível de chances para que os novos atletas possam se preparar da melhor maneira para disputar as olimpíadas no Rio de Janeiro: é uma chance única competir os jogos no próprio país.

RB - Qual foi sua maior conquista na vida, relacionada à bicicleta?

CF - Andar de bike pela primeira vez. É uma das primeiras memórias que tenho da minha vida. Com uns três anos, lembro do meu pai tirando uma das rodinhas, eu falando para ele não me soltar e, quando olhei para trás, ele já estava a uns 20 metros. Já tinha me soltado e eu já estava andando sem rodinhas e nem sabia.

RB - Christian, sabemos do potencial da bicicleta relacionado à qualidade de vida, mobilidade e sustentabilidade. Como você vê a evolução do uso da bicicleta como um todo no Brasil?

CF - Eu sou completamente a favor do uso da bicicleta. A bike ajuda a manter a forma física, não polui, é extremamente fácil de ser usada, mas depende muito de onde se mora. Fazer tudo de bike em São Paulo, por exemplo, não é uma das coisas mais fáceis. Mas, em cidades menores, até me questiono porque as pessoas não têm uma bike ao invés de carros.

RB - O que você acha que pode ser feito a fim de ajudar mais pessoas a despertar para o uso da bicicleta?

CF - Acho que quanto mais divulgarmos todos os benefícios que a bike proporciona, melhor. Mostrar as tecnologias atuais e como a bicicleta é um veículo de transporte prazeroso e fácil de usar.

RB - Descreva a sensação de estar em cima duma bicicleta.

CF - É uma sensação muito boa. Só quem é realmente praticante sabe o que se sente. Só assim, você entende como uma pessoa passa 4, 5, 6 horas em cima de um selim pouco confortável, pedalando.

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