REVISTA BICICLETA - Chega de assédios nas ruas - Mais respeito, por favor!
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Chega de assédios nas ruas - Mais respeito, por favor!

Quem nunca se sentiu invadida ou intimidada com uma cantada barata enquanto caminhava ou pedalava pela rua? Quem nunca sentiu o estômago embrulhar ao ouvir um “ô delícia” ou “ah, se eu te pego”? Apesar dessa última ser letra de música, isso passa longe de cantada: é assédio, meu amigo!

Revista Bicicleta por Aline M. Mafra e Michele M. Mafra / Bela na Bike
12.847 visualizações
02/11/2015
Chega de assédios nas ruas - Mais respeito, por favor!
Foto: Lokisurina / Depositphotos

Você sabia que há pessoas que têm receio de andar ou pedalar pelas ruas por medo de serem assediadas? Pessoas que trocam a roupa que tinham escolhido para sair de casa (eu me incluo nisso, infelizmente) por medo de chamar a atenção para assédios? E isso vale para homens e mulheres.

Apesar dos assédios serem frequentes em qualquer lugar e de que ninguém está livre disso, o fato de estar em cima de uma bicicleta agrava esta situação. Levante a mão quem nunca ouviu a clássica: “como eu queria ser o banquinho da sua bicicleta”…  Argh! Nojo!

Infelizmente, essa situação é um dos grandes fatores que desestimulam o público feminino a pedalar. A rua é de todos, e todos temos direito de usufruir dos espaços públicos sem sermos importunados.

E não importa a roupa que eu esteja usando, se é calça colada, saia ou short, independente do comprimento, ninguém tem o direito de me intimidar com palavras de teor sexual, gestos ou olhares, de jeito nenhum. Meu corpo não está a serviço ou ao bel prazer de ninguém!

Portanto, gostaria de dizer aos tarados de calçada (porque homem que se preza tem educação e sabe dar valor a uma mulher), que não estou em cima de uma bicicleta para exibir meu corpo e receber assobios e buzinadas. Eu estou em cima de uma bicicleta pelo simples fato desse ser o meio de transporte que eu escolhi, que me faz bem, que funciona para minha vida, e nada lhe dá o direito de me assediar. Desculpa, mas dispenso seu “elogio”.

Este é um assunto delicado, e entramos na questão do que pode ser considerado assédio e o que é paquera. Acreditamos que o que diferencia é a abertura que se dá para tal ação acontecer, assim como o tom que se usa. E elogio de admiração pela atitude de estar na bicicleta é algo bastante comum, mas sabemos quando se trata disso. O limite é imposto de acordo com cada um, e pode ser bem variável de acordo com a cultura e fatores sociais também. O importante é saber que o limite de um termina quando começa o do outro.

Elogio é bom e todo mundo gosta, agora, um cuidado precisa ser tomado na hora da abordagem para saber se a pessoa a ser elogiada está aberta a isso, se não vai ocorrer uma invasão de espaço. Afinal, tem quem passe pela frente de uma obra e se não ouvir um fiu fiu já fica deprimida e corre pro salão de beleza. Vai entender...

Bom, voltando ao assunto bicicleta, assédios podem resultar em acidente. Quando estamos nos equilibrando sobre duas rodas, uma distração pode ser fatal. Sendo assim, uma simples frase gritada no seu ouvido pode gerar um desequilíbrio e consequentemente um tombo, que pode ter leves ou graves consequências. Assim como uma aproximação repentina, ou um contato físico (sim, conheço mulheres que já passaram por isso, e é lamentável) pode também levar a ciclista para o chão e ser atropelada pelo próprio carro que se aproximou dela. Acredite, isso é muito fácil de acontecer. Também já li relato de quem retrucou e em seguida o indivíduo a atropelou propositalmente por isso.

Fica aqui então o nosso pedido por respeito e um recado para os meninos: antes de mexer com alguma mulher na rua, lembre-se de que ela não vai gostar, nem vai dar o telefone dela para você e muito menos cria a chance de uma aproximação entre vocês. E outra coisa, quando sentir vontade de gritar obscenidades a uma mulher, imagine que essa tal mulher poderia ser sua mãe, sua irmã, namorada ou filha. Fica a dica. 

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