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Câmbio Interno

Revista Bicicleta por Fábio Zander
73.023 visualizações
17/01/2013
Câmbio Interno
Foto: Divulgação

Nos últimos anos se tem feito muito no mercado dos câmbios internos. De oito até, em breve, dezoito velocidades, é possível achar câmbios para todos os tipos de uso e terrenos. O mercado tem lançado periodicamente novos produtos.

Câmbios internos são mais antigos do que os câmbios tradicionais que conhecemos. Até os anos 90, os câmbios internos com poucas velocidades e freios de contra-pedal eram usados apenas em bicicletas urbanas e em passeios curtos por terrenos planos.

Um lançamento em 1998 mexeu com o mercado dos câmbios, principalmente na área do mountain biking. O renascimento dos câmbios internos com a inovação Speedhub 500 de 14 velocidades da empresa alemã Rohloff. O lançamento não tirou o domínio dos câmbios tradicionais, mas ofereceu uma nova opção na mudança de marchas.

Muitos usuários dão importância à eficiência mecânica na transmissão total entre a marcha mais leve e a mais pesada. Por exemplo, para os aficcionados em mountain biking, o importante é pedalar bem montanha acima e ter bastante pressão nos pedais morro abaixo, assim necessitam de pelo menos 500% de transmissão.

Quanto menor a diferença na mudança entre duas marchas (aquele “salto” quando mudamos de marcha), menor é a perda de energia durante a pedalada. As fabricantes Pinion e Rohloff  saem na frente com respectivamente 11,5% e 13,6% para as transmissão entre cada velocidade.

Um pouco de matemática

Como calcular a transmissão total de uma bicicleta

O primeiro passo é calcular a menor e a maior distância percorrida pela bicicleta a cada volta de pedal.

Para calcular a menor e a maior distância, é preciso achar o comprimento da circunferência (Y), que é o resultado da multiplicação  do diâmetro da roda (em metros) por pi (3,1416).

Menor distância: Dividir o número de dentes da coroa menor pelo número de dentes do pinhão maior. O resultado dessa divisão, multipica-se por Y e chega-se ao resultado da menor distância.

Maior distância: Dividir o número de dentes da coroa maior pelo número de dentes do pinhão menor. O resultado dessa divisão, multipica-se por Y e chega-se ao resultado da maior distância.

O segundo e último passo é o cálculo de transmissão em porcentagem com a seguinte fórmula: (distância maior / distância menor) X 100.

Como calcular a transmissão entre cada marcha

Já começo com um exemplo para descobrir a transmissão entre um pinhão com 34 dentes e o seu vizinho com 30 dentes. Divida 34 por 30 e o resultado que se chega é 1,133 que também significa 13,3%.

Tabela comparativa entre câmbio tradicional e interno

Abaixo segue um gráfico que compara um câmbio tradicional de 27 velocidades e um câmbio interno Rohloff de 14 velocidades.

Para esse gráfico foi utilizado um conjunto de coroas 24/32/44 e um conjunto de pinhões (cassete) 12-34.

Repare que no caso do câmbio tradicional de 27 velocidades, as marchas em vermelho são repetidas e que na verdade existem apenas 14 velocidades “verdadeiras”.

Informações adicionais para entender a tabela acima.

Câmbio tradicional de MTB

Transmissão = 519 %

Distância percorrida a cada volta do pedal (aro 26”): de 1,45 a 7,55 metros

Câmbio interno Rohloff

Transmissão = 526 %

Distância percorrida a cada volta do pedal (aro 26”): de 1,44 a 7,56 metros

As vantagens do câmbio interno

O que faz o câmbio interno ser tão interessante atualmente?

  • O câmbio interno, por ter um “corpo” estanque e protegido contra água e pó, não tem grande desgaste de peças internas. O intervalo das revisões e a troca de corrente é feita a cada 5.000 quilômetros ou uma vez ao ano. Já a corrente sofre bem mais desgaste com a chuva, lama e pó, sendo trocada a cada 2.000 quilômetros, aproximadamente.
  • A mudança de marcha com a bicicleta parada não é problema para o câmbio interno. Além disso, por não precisar ter um câmbio do lado esquerdo para trocar marchas na coroa, o ciclista executa todas as mudanças com apenas uma mão.
  • Robusto. Não existem peças expostas com risco de serem danificadas, por exemplo, em uma queda.
  • A roda traseira é mais estável. Só existe uma catraca para a corrente. Ao contrário dos câmbios traseiros tradicionais em que a corrente trabalha em até 10 catracas e que deixam os raios de um lado quase verticais ao eixo da roda.

O mercado de câmbios internos

Os câmbios internos de série oferecem bons preços para ciclistas urbanos, cicloturistas em curtas viagens e e-bikes. A tendência é que esse mercado dos câmbios internos cresça e a concorrência entre as empresas gere bons produtos e preços mais acessíveis para nós, ciclistas.

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