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Entrevista - Soelito Gohr

Revista Bicicleta por Soelito Gohr
34.692 visualizações
01/03/2011
Entrevista - Soelito Gohr
Foto: Divulgação/CPB

Com o treino daquela quinta-feira encerrado, Soelito Gohr se pôs a pedalar para casa. Pensava apenas em comida e uma boa noite de sono, tão cansado que estava da preparação para a Volta Nove de Julho, em 1995, que aconteceria dali a três dias, em São Paulo. Em uma descida, não teve como reagir quando uma Kombi cortou sua frente. O ciclista estava a poucos metros de sua casa, em Brusque – SC, mas só voltou a si 15 dias depois.

Nessa época, Soelito já era atleta de elite, e tinha conquistado vitórias importantes. No acidente, Soelito rompeu o nervo plexo braquial entre o ombro esquerdo e a nuca, perdendo parte dos movimentos do braço esquerdo. O trabalho de fisioterapia levou anos, e o ciclista chegou a retirar um nervo da perna para fazer enxerto. Ele conseguiu recuperar alguns movimentos, mas seu braço esquerdo ficou atrofiado, com algumas limitações. Foi então que começou uma história incrível de superação. Nem as dificuldades físicas impediram Soelito de voltar a competir e conquistar muitas vitórias importantes, tanto na categoria elite, quanto na categoria paraolímpica.

Soelito nasceu em 14/09/1973, é natural de Brusque – SC, e atualmente defende a equipe Scott/Marcondes César/ São José dos Campos, onde é considerado o animador oficial, e um dos atletas de maior visão do ciclismo – uma alusão ao fato de ter 1,90 m de altura.

Títulos recentes

Campeão Mundial Paraolímpico estrada 2010, Baie-Comeau/ Canadá
Campeão Geral Ciclismo JASC 2010
Campeão Mundial Paraolímpico estrada 2009, Bogogno/ Itália
Vice – campeão da Copa do Mundo de Ciclismo Paraolímpico 2009 na categoria perseguição individual, Manchester/ Inglaterra.
Campeão Brasileiro Paraolímpico 2008 nas categorias quilômetro, perseguição individual e contra-relógio
4º Colocado Paraolimpíada Pequim 2008 na categoria perseguição individual
6º Colocado Paraolimpíada Pequim 2008 na categoria estrada
6º Colocado Paraolimpíada Pequim 2008 na categoria contra-relógio
8º Colocado Paraolimpíada Pequim 2008 na categoria quilômetro

Como a bicicleta entrou em sua vida? Há quanto tempo pedala?

Soelito: A bicicleta sempre fez parte da minha vida. Adorava quando meu irmão me buscava no jardim de bicicleta. Pedalo desde os seis anos.

Em que modalidades gosta de pedalar? 

Soelito: Gosto de todas: speed, mtb, pista (velódromo), mas me adaptei melhor no ciclismo de estrada.

Pedala só, ou com um grupo?

Soelito: Alternando; sozinho para refletir e ajustar o treino das competições próximas, e em grupo para descontração e ritmo para competir.

Quando começou a competir?

Soelito: Em 1986.

Como tem sido sua trajetória como atleta?

Soelito: Difícil, tem que ter muita disciplina e força de vontade, porém com isso alcancei muitos títulos importantes.

Descreva a sensação de estar em cima duma bicicleta.

Soelito: Sensação de liberdade e satisfação de estar fazendo o que eu mais amo.

Qual foi sua maior conquista na vida, relacionado à bicicleta?

Soelito: Foi ter superado um grave acidente e, mesmo assim, conseguir ser competitivo até hoje.

Alguma história interessante relacionada à bicicleta?

Soelito: Já tive inúmeras bicicletas, e no começo havia muita dificuldade, desde a compra, devido ao custo, como também a falta de lojas especializadas. Vibrava com cada componente adquirido, e também me frustrava com os primeiros arranhões. Até hoje é assim, a bicicleta é algo que me fascina.

Fora das pistas, quem é Soelito Gohr? 

Soelito: Sou um cara divertido, que adora estar na companhia dos amigos e da família sempre. Aventureiro, gosto de descer rio de caiaque, tomar banho de cachoeira, preparar jantares com a galera.

Onde entra a bicicleta no seu dia a dia e de sua família?

Soelito: No meu dia a dia é minha ferramenta de trabalho. Já com minha família, usamos no lazer, participamos de passeios ciclísticos, voltas na praia, passeios em geral.

Como você vê a evolução do uso da bicicleta como um todo no Brasil?

Soelito: Esse assunto ainda é novo aqui no país, pois é preciso mudar a cultura. As pessoas julgam a bicicleta apenas como um transporte de quem tem baixa renda. Mas hoje já há uma pequena sensibilidade quanto a isso, pois pedalar envolve o cuidado com o meio ambiente e também com a saúde, num futuro breve vejo um avanço. Precisamos do apoio do governo para melhoria de condições do uso da magrela, como ciclovias, e um trabalho de marketing para mudar essa cultura.

O que você acha que pode ser feito a fim de ajudar mais pessoas a despertar para o uso da bicicleta?

Soelito: A divulgação nos colégios, como outra opção de atividade física, passeios ciclísticos, competições escolares e amadoras.

Para você, o que representa a bicicleta?

Soelito: Pra mim a bicicleta representa qualidade de vida, pois nela está o meu trabalho, faço muitas amizades, conheço muitos países e lugares lindos, preservo a natureza e mantenho minha saúde.

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