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Bike Fit - Experimentando do Próprio Veneno

Revista Bicicleta por Carlos Menezes - Biólogo-Fitter
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15/10/2012

Depois de ler e entender a importância de um Bike Fit, procurei por profissionais que se diziam especializados, mas ao questioná-los a respeito do porque estarem modificando meu posicionamento, as respostas se apresentaram como vagas e sem fundamento. Certa vez, durante uma sessão de Bike Fit, quando a mesa da minha bicicleta foi substituída por outra maior, perguntei porque ele estava fazendo a troca e a resposta foi: “Porque quando você olhar para baixo, o eixo da roda deve estar encoberto pelo guidão”. Ao ouvir isso perguntei porque deveria ser assim. Dentro da minha formação acadêmica, tanto de graduação como mestrado, fui preparado para ser um investigador científico e, com isso, a resposta vaga e superficial não me passaram confiança. Foi então que por recomendação de um grande amigo encontrei um fitter (profissional em bike fit) de respeito. Ao realizar meu bike fit, todas as perguntas que eu fiz foram respondidas com fundamentação científica.

Descobri que alinhar o guidão com o eixo da roda não faz o menor sentido. Entendi que ajustar uma bike vai muito além de técnicas padronizadas. Entender como ajustar uma bike a um corpo requer muita leitura e prática. De maneira curiosa comecei a ler e estudar sobre o assunto e quanto mais aprendia, mais me interessava pelo assunto. Até que surgiu a oportunidade de fazer o curso de fitter: não pensei duas vezes. Mais uma vez algo que começou apenas como um hobby começava a se tornar sério. A sedução pelas variações de biótipos e geometrias de quadros bem como componentes específicos, e a paixão pela bike me fez trocar 10 anos de vida universitária como professor e coordenador de curso para me tornar fitter.

Primeiro vieram os trâmites burocráticos: credencial de profissional da área de saúde,  registro no conselho profissional, regulamentação da área de atuação, liberação de ART e TRT. Em seguida, a aquisição dos equipamentos específicos para um bom Bike Fit. Pronto! Estava montado e em funcionamento o Estúdio Carlos Menezes de Bike Fit.

Depois de começar a trabalhar com Bike Fit percebi que algo havia de errado no meu posicionamento em relação à bike. Por mais que fossem realizados treinos e mais treinos, as dores, desconfortos e falta de rendimento ainda eram constantes. Ao fazer meu próprio Bike Fit por meio da análise de movimento em filmagens veio a descoberta de ter pedalado todos esses anos em um quadro de mtb maior do que o ideal. Com alguns estudos e análises veio a compra do quadro adequado, e então tornei-me parte de um experimento.

Primeiro pedalei a bike tal como saiu da loja e, mesmo sem tê-la ajustado ao meu corpo, pude notar grandes diferenças. Ficou nítida a sensação de que a bike que eu pedalava anteriormente estava realmente grande, se apresentando como lenta, difícil de executar manobras, pouco explosiva, pesada, difícil de ser controlada nas descidas. Tudo isso mudou apenas com o fato de acertar no tamanho do quadro. Agora pude perceber uma bike rápida, confortável, explosiva, fácil de ser controlada, leve e, acima de tudo, bem encaixada ao meu biótipo. Mas, ao final dessa primeira pedalada, confesso que as dores lombares, cervical, panturrilha, e punhos ainda aconteceram.

Foi então que parti para a segunda parte desse experimento. Levei a nova bike para o estúdio e por meio da análise de imagens fui, aos poucos e pacientemente, acertando meu posicionamento. Depois de tudo ajustado é hora de partir novamente para o campo de provas. Mesmo estando acima do peso ideal, o pedal foi perfeito. Bike e ciclista como peça única agindo com conforto e total aproveitamento da energia no pedal. O resultado foi 70 km de um pedal forte e confortável, sendo possível até mesmo sair para pedalar mais 15 km de speed com a esposa no final da tarde.

O fato de ter experimentado do próprio veneno, colocando o próprio corpo e a bike para entender melhor o Bike Fit, com certeza contribuiu e muito para discutir e entender melhor quando meus clientes explicarem o que sentem quando estão pedalando. Assim será possível trabalhar de maneira ainda mais precisa no ajuste das bikes.

O próximo passo agora é trocar minha speed por outra mais adequada e repetir novamente o experimento.

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Fábio Cristiano Maia

28/08/2013 às 11:48

Muito boa a matéria. Infelizmente, só fiquei sabendo de Bike Fit após ter comprado a bike, estou para comprar o pedal de clip e a sapatilha para realizar o Bike Fit. Aproveitando, você conhece algum Fitter bom em Belo Horizonte? Obrigado, desde já!
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