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29 opniões sobre as 29

Revista Bicicleta por Anderson Ricardo Schörner
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18/11/2016
29 opniões sobre as 29
Foto: Pedro Cury

A diversificação de opções no tamanho dos pneus em mountain bikes têm provocado uma euforia no mercado das bicicletas. Bikes com aro 29, maior que as tradicionais MTB's aro 26, têm sido apontadas como tendência. Seguramente, essa popularidade não é à toa.

Alguns consumidores sentem-se intimidados a aderir às 29, céticos por imaginarem se tratar de uma armadilha das empresas para aumentar as vendas e reinventar-se no mercado. Mas a verdade é que atletas profissionais, trilheiros, cicloturistas e até quem usa a bike como veículo na cidade têm testado e aprovado a novidade.

História

O britânico Geoff Apps, pioneiro do MTB, modificava bicicletas convencionais para uso off-road desde 1965. Em 1979, ele projetou uma bike para a lama úmida do sudeste da Inglaterra, em que usou pneus 650Bx54 Nokia (aro 27,5''). Na década de 1980, após o boom do MTB na Califórnia, Apps entrou em contato com Gary Fisher e Charlie Kelly para apresentar-lhes uma bike off-road que havia construído usando pneus 700C (aro 29''), mas conforme Fisher afirmou em 2006, quando analisava a crescente popularidade das bikes 29, o mercado ficou preso às rodas menores, aro 26, porque no início era mais fácil encontrar esse tipo de pneu. Em 1990, alguns protótipos fabricados por encomenda começaram a aparecer com aro 29. O catálogo de bicicletas Bianchi de 1992 apresentou três modelos e chamava a atenção para as vantagens das rodas maiores. A empresa Klein produziu uma pequena quantidade de uma versão 29, mas não conseguiu ganhar mercado e foi descontinuada. Na Interbike em 1999, Gary Fisher (na época, autônomo, atualmente, integrante de uma divisão da Trek) apresentou a primeira 29 de série, a Sugar One 29er, que só entraria no mercado tempos depois, apesar de algumas rodonas já estarem em cena nas trilhas do Colorado. Também em 1999 foi produzido o primeiro verdadeiro pneu 29, pela empresa Wilderness Trail Bikes, chamado de Nanoraptor. No Brasil, Fábio Yoshimoto protagonizou a criação do primeiro quadro para bicicleta aro 29 no país, batizado de Saga, em 2009. Fábio faleceu em fevereiro de 2011, mas deixou o seu legado.

E você, já considerou pedalar uma bike 29? Muito tem se falado sobre esse novo formato de bike, mas nada melhor que ouvir os seus usuários. Então, saiba como é o pedal “lá de cima”, através de 29 opiniões de quem realmente usa as rodas gigantes.

Primeira Impressão

O que acontece quando, depois de uma experiência toda de MTB em bicicleta aro 26, de repente aparece uma 29 em sua vida?

1 - “Boa parte das desvantagens da bike 29 se concentram na adaptação do ciclista a esse tamanho de roda. As primeiras pedaladas numa 29 são estranhas, pois ela se torna mais pesada quando se usa uma mesma relação de marcha: mas é só uma questão de tempo para se encontrar a melhor opção de câmbio”. (Fernando Papisch Druck, 51 anos, Porto Alegre - RS).

2 - “A primeira experiência numa 29 nem sempre vai causar a melhor impressão. Afinal, são anos e anos de 26: a diferença é muito grande no uso e os ajustes são totalmente diferentes. Mas a hora que se acerta a bike e piloto, não tem mais retorno!”. (Mario Roma, ultramaratonista, 49 anos, São Paulo - SP).

3 - “Para mim, não houve nenhuma dificuldade de adaptação. Pelo contrário, foi muito melhor e mais fácil. Inicialmente, você sente como se vestisse a bike; o caimento é perfeito. Quem experimenta, não volta mais”. (Marcelo Cecílio Daher, 43 anos, Anápolis - GO).

4 - “Uma grande dúvida dos bikers é em relação à mobilidade e agilidade de uma bike 29. Sempre respondo que ela não é mais difícil de manobrar. No entanto, é necessário um período de adaptação, pois há uma certa restrição de mobilidade no começo, que está relacionada à falta de prática com as rodonas”. (Diego Armirro Vilar Carneiro, 32 anos, Lorena - SP).

Portanto: Não podemos afirmar que será melhor ou pior, mas a sua primeira experiência com bike 29 será diferente de tudo o que você já passou com sua 26. Esse estranhamento inicial é natural e pode representar melhoras na sua pedalada e posição na bike. Mas caso sinta alguma dificuldade, não desanime: é apenas uma questão de adaptação e de acostumar-se com sua nova bicicleta.

Por que é assim: Porque falta perícia com a 29, que exige uma outra relação de câmbio, maneira diferente de pedalar, posicionar-se etc.

O que fazer: Praticar bastante, testando a bike e as trocas de marchas em diferentes situações.

Biótipo

Rodas grandes são só para homens? Pessoas altas e fortes? E uma mulher de 1,57 m de altura?

5 - “O biótipo da pessoa deve ser levado em consideração para a escolha de qualquer tipo de bicicleta, seja ela 26 ou 29. No início, havia alguma dificuldade de se encontrar diferentes tamanhos de quadros, o que restringia muito a opção para quem fosse alto ou baixo. Hoje, há uma maior facilidade de se encontrar esses tamanhos. Alguns amigos mais altos que migraram da 26 para a 29 comentam que a bike “encaixou” melhor para eles e já tenho visto pessoas mais baixas, principalmente mulheres, que pedalam em bikes 29 tamanho pequeno com grande desenvoltura”. (Fernando Papisch Druck, 51 anos, Porto Alegre - RS).

6 - “O fator tamanho da pessoa pode ser relevante por causa do overlapping, quando o pé do ciclista bate na roda ao virar o guidão. Uma pessoa muito baixa ainda pode ter mais dificuldade para encontrar um quadro do seu tamanho”. (André Pasqualini, cicloturista conhecido como O Bicicreteiro, 38 anos, São Paulo - SP).

7 - “No início, fui contra a tendência da 29, pois achava que era só para atletas de estatura acima de 1,80 m. Eu tenho 1,72 m e achei que ia ficar desproporcional. Andei só uma semana com a bike e já fui correr uma prova de maratona com ela; e ganhei”. (Rubens Donizete, atleta da Merida que representará o MTB brasileiro nas Olimpíadas de Londres com sua 29, a Merida Big Nine Carbon Team).

8 - “Acho que a bike 29 é um espetáculo, principalmente para as mulheres que se sentem inseguras nas descidas fortes, no cascalho etc. Eu, por exemplo, desci até escadas”. (Raquel Gontijo, 51 anos, Belo Horizonte - MG).

9 - “As 29 se adaptam muito bem a pessoas com estaturas maiores e mais fortes, no entanto, existem modelos 29 para todos os biótipos, basta fazer um bom bike fit para definir as medidas de quadro, mesa, canote etc. Se a pessoa é mais fraca e começa a pedalar uma 29, no início pode ter mais dificuldade, mas com treino irá adquirir melhor preparo físico e superará qualquer dificuldade”. (Diego Armirro Vilar Carneiro, 32 anos, Lorena - SP).

Fala, Manu

“Comprei minha Gary Fisher Superfly em 2008, numa viagem para a Califórnia. Tenho amigos americanos que já usavam 29 e decidi comprar uma, embora no Brasil os meus amigos tenham me chamado de maluca. Lembro que muitas pessoas diziam que eu, por ser mulher, não teria força para fazer uma 29 andar; também não é assim. Sofro um pouco nas subidas íngremes porque me custa mais fazer aquele rodão girar, mas é bem melhor no plano e nas descidas. Adoro ela nos singletracks porque ela ignora os obstáculos. Em provas mais roladas o desempenho é maravilhoso, porque uma vez que você faz a 29 andar, ela vai embora. O conforto é indiscutível e acho que é a primeira coisa que se nota quando trocamos de 26 para 29. Já uso faz tempo e não abro mão. Até para ir à praia vou de 29, já estou super acostumada. Não tenho vontade de voltar a pedalar uma 26”. (Manuela Vilaseca, multiesportista, 33 anos, Rio de Janeiro - RJ).

10 - “Fiz uma viagem de 160 km a bordo de uma 29 sem suspensão: foram oito horas e meia sobre a bike e consegui zerar o percurso muito bem, salvo o cansaço normal de uma pedalada dessas e o meu histórico de obesidade (já cheguei a pesar 183 kg, hoje, peso 115 kg). Atualmente, há bikes de todos os tamanhos. Marcas como a Niner, que já nasceu 29 (não adaptou de uma 26), fabrica um quadro tamanho XS (14). Também há bicicletas exclusivas para as mulheres. Ou seja, todos podem usufruir das 29”. (Egerton Fonseca Junior, o Junão, 34 anos, Araxá - MG).

11 - “Tenho 1,96 m de altura. Todo mundo diz que fico visualmente mais adequado na 29. Minha 26 parece uma BMX para mim. Por outro lado, alguns amigos que têm cerca de 1,65 m estão bem adaptados em suas 29, tanto rígidas quanto fulls”. (Luiz Nivardo Melo Filho, 34 anos, Fortaleza - CE).

Portanto: O seu tipo físico é importante na escolha de qualquer bicicleta. O fato de ser uma 29 não limita a escolha, seja por questão de altura, peso, sexo, idade ou qualquer outra característica. Se você tem maior estatura e força física, vai perceber um encaixe melhor na 29. As pessoas que se sentem inseguras em alguns terrenos, o que é mais comum entre as mulheres, se beneficiam do conforto e estabilidade das rodonas para ganhar confiança.

Por que é assim: com o aumento do tamanho da roda, toda a bike fica maior, o que é uma vantagem para pessoas mais altas. É preciso mais força porque aumenta a tração para vencer a inércia e acelerar a bike, já que aros, pneus e câmaras ficam mais longe do centro de rotação. A melhor transposição de obstáculos e a estabilidade oferecida pela 29, por ter pneus mais pesados e entre-eixos mais compridos, dá confiança em terrenos difíceis.

O que fazer: Um bom bike fit ajustará sua bike ao seu corpo, independente do seu tamanho. Melhore seu porte físico com treinos de resistência e força. Busque a melhor relação de marchas.

Na trilha

Um singletrack fechado ou um estradão de terra batida? Terreno plano ou topografia acidentada? Seguir uma linha ou ignorar os obstáculos?

12 - “Minha primeira experiência com a bike 29 foi nos melhores singletracks de Campos do Jordão, porque queria saber o comportamento dela em trilhas mais técnicas; tinha receio de perder agilidade, mas a bike se mostrou excepcional, ultrapassando os obstáculos com facilidade, sensação de segurança nos drops e agilidade nas tomadas e retomadas de velocidade nas curvas. Aprovei de primeira. Eu usava uma 26 full suspension e fiquei surpresa por não sentir falta da suspensão traseira. Nas curvas, a 29 garante maior estabilidade e aderência”. (Adriana dos Santos Nascimento, 36 anos, atleta da RC Bikes, mountain biker há 21 anos).

13 - “A 29 é mais vantajosa em estradão, terreno técnico, descidas, subidas técnicas com vários obstáculos e de inclinação mediana para baixo. Em termos de competição, é mais indicada para maratona, ultramaratona e XC que não tenha muitas retomadas e subidas de elevação muito acentuada. Na 29, a sensação é a mesma de bike de ciclismo, pois é mais fácil manter alta velocidade. Além disso, ela preserva mais a coluna, tardando as dores lombares”. (Henrique Ferreira Pires, 31 anos, Belo Horizonte - MG).

14 - “Caso o piloto se adapte bem à sua 29, ela é vantagem para qualquer tipo de terreno e prova. Alguns dizem que elas são ruins em provas de XCO, por serem lentas, mas acredito que isto cabe ao atleta aprender como pilotar sem deixar a bicicleta perder muito o embalo”. (Nícolas Sessler, atleta da Scott que representa o Brasil na categoria Junior).

15 - “Para mim, em qualquer distância acima de 20 km, a 29 é mais vantajosa. Já fiz provas em terreno de muito cascalho (Patagônia), estradão de terra batida (Ecomotion Chapada dos Veadeiros), muita erosão e grandes degraus de pedra (Chapada Diamantina), e em todas senti diferença para melhor. A 29 oferece boa ergonomia e é muito mais fácil passar por obstáculos. Mesmo em subidas, bem embalada, ela roda melhor”. (Rafael Campos, 35 anos, equipe RC Team - QuasarLontra).

16 - “Não senti diferença no peso: é tão leve quanto minha antiga 26. Já competi com 29 em circuitos de trilhas estreitas, repletos de árvores, que exigem reações rápidas nas curvas e retomadas constantes, e ela não perdeu em nada na agilidade para a 26. Na curva, ela não sai do trilho, segue firme no chão, obedece aos meus comandos, o que me deixa mais segura. (Raquel Gontijo, 51 anos, Belo Horizonte - MG).

17 - “A bike 29 é super confortável, muito rápida e preserva bastante os braços quanto à trepidação e terrenos acidentados. Uso a Epic 29 Comp, que tem uma rigidez considerável na traseira, resultando em melhores condições de resposta quanto à dirigibilidade. Já presenciei vitória de atletas de XCM aqui no Brasil e acompanho também os resultados dos campeonatos mundiais de XCO, que na atualidade são vencidas por atletas que utilizam as 29”. (Vinícius Troglio Cabral, 35 anos, Lorena - SP).

18 - “O alto rendimento e estabilidade em descidas é realmente um diferencial em relação às bikes 26. Nas  subidas, a 29 exige mais esforço, no entanto, o segredo é entrar girando: não caia na bobeira de querer fazer força em marchas pesadas para subir, que você provavelmente não chegará no topo. É por isso que as 29 vem equipadas com um sistema de relação de marchas mais curtas, que se aproxima das relações normais da 26”. (Diego Armirro Vilar Carneiro, 32 anos, Lorena - SP).

19 - “Ainda não vi um terreno, levando em conta a adaptação do piloto com o formato, que uma 29 perca para uma 26. Moro em Araxá, onde acontece a primeira etapa da Copa Internacional de MTB. É uma das pistas mais técnicas e travadas do Brasil. Vi o atleta Rubens Donizete rodando esse ano com uma 29, subindo num lugar onde todos empurravam a bike”. (Egerton Fonseca Junior, o Junão, 34 anos, Araxá - MG).

20 - “A bike escala muito bem. Tanto em subidas técnicas e curtas, como em subidas longas. Nas subidas técnicas percebi uma das maiores vantagens da 29. Ela simplesmente desconhece obstáculos, não causando tanta preocupação de por onde ir, de procurar a melhor linha. Em descidas, ela é um trator ladeira abaixo. Só perdi habilidade em manobras mais curtas, como em pequenos saltos e viradas mais secas em terrenos travados. Mas não confundir com trechos travados, mas planos, em singletracks: aí não tem desvantagem. Até pensei que teria, mas fiz um pedal em umas trilhas de circuitos XCO e não foi nada lento. Mesmo com um guidão de 710 mm, a bike passou bem pelo circuito. O pior tipo de terreno, no meu caso, por ter uma bike toda rígida, tem sido as descidas realmente técnicas, com muita pedra solta e valas, mas uma suspensão dianteira facilitaria muito as coisas”. (Luiz Nivardo Melo Filho, 34 anos, Fortaleza - CE).

Portanto: A 29 mantém um desempenho igual ou superior às 26. Nos trajetos mais longos e planos, você consegue imprimir uma velocidade alta e mantê-la sem tanto esforço. Por causa do pneu grande, subir e retomar velocidade depois de uma curva, por exemplo, pode ser uma dificuldade para alguns ciclistas ou em geometrias mais antigas. O peso, em geral, é um pouco maior que uma 26, mas não faz tanta diferença no desempenho: se você perder alguns segundos por causa disso, com certeza irá recuperá-los na próxima reta. O conforto e segurança aumentam, pela boa ergonomia, melhor dissipação das trepidações e maior facilidade em transpor os obstáculos. Em trilhas mais fechadas e sinuosas, talvez você sinta um pouco de perda na agilidade em manobrar (ela fica mais demorada), mas muitos usuários dizem ter se surpreendido positivamente nesse quesito, pois houve evolução dos componentes, especialmente na geometria dos quadros.

Fala, Adil

“Na minha ótica, isso de melhor ou pior terreno não existe há algum tempo. Nos primórdios do formato, as 29 eram mais lentas e sofriam nos singletracks, o que pode ter criado um mito muito propalado por aqueles que ainda torcem o nariz para as rodas grandes. Essas bicicletas evoluíram de tal forma que brilham em praticamente qualquer condição, com destaque para trechos com subidas e descidas curtas, em que as 29 são insuperáveis”. (Adil Filoso, 41 anos, de São Roque - SP, dedica-se desde 2007 à divulgação e popularização das 29 no Brasil. É editor do site referência em língua portuguesa sobre o aro 29'': www.29er.com.br).

Por que é assim: A superfície de contato de uma 29 é mais estreita, mas é cerca de 5% maior do que em uma 26, melhorando o grip; dessa forma, a aderência em curvas e superfícies escorregadias melhora e a bike tem mais tração (derrapa menos). Por ser maior, a roda não entra tanto em um buraco (valetas, erosões etc.), exigindo menos energia para vencê-lo. O ângulo de ataque para transpor obstáculos (pedras, troncos etc) é menor na 29, ou seja, a roda ataca o obstáculo em um ponto mais baixo em comparação com o eixo da roda, atropelando-o mais rápido e suave. Dessa forma, a 29 "aplaina" o terreno. As rodas maiores também têm menos resistência ao rolamento, depois de alcançada uma determinada velocidade, pois o pneu maior sofre menos deformação. Mas as rodas grandes também exigem mais esforço para acelerar. O peso aumenta porque as peças são um pouco maiores, mas a indústria têm buscado, com sucesso, melhorar isso.

O que fazer: Avalie bem suas características e para que fim você pretende usar a bike. Continue pedalando na trilha que você mais gosta ou competindo no formato de prova que mais lhe agrada. As desvantagens são superadas ou, na pior das hipóteses, empatam com as vantagens da 29, e se você estiver se divertindo, vai adaptar a melhor maneira de subir e encontrar a agilidade que alguns usuários sentem perder com as rodonas.

No cicloturismo

Quer fazer uma viagem de alta quilometragem, passando por cidades interioranas, levando sua "casa" na bike e acampando toda noite em algum lugar diferente?

21 - “Fiz o Caminho de Santiago de Compostela, a partir de Saint Jean Pied de Port. Foram 830 km com uma Orbea Alma 29, em alumínio hidroformado: o conforto já é muito bom, mas gostaria de testar um quadro de carbono, pois deve ser melhor ainda. A manutenção é normal e a reposição de peças no Brasil é tranquila nas grandes cidades. A bike é um pouco menos ágil do que uma 26 e para compensar esse fator, encurtei mais o guidão e a mesa. Ficou muito esperta: no barro e areão o ciclista tem que estar sempre atento senão é tombo na certa e a bike escapa muito de frente”. (Dráusio de Calasans, 64 anos, Penápolis - SP).

22 - “A bicicleta 29 com que estou viajando tem 14 kg. É considerada pesada, mas para quem vai carregar até 60 kg, seu peso não é tão relevante. O ponto que mais se destaca numa 29 é a estabilidade. Como ela é maior, os alforjes não parecem "engolir" a bicicleta. Tive que fazer algumas adaptações: falta furação traseira de bagageiro e na suspensão dianteira. Tive que fazer um bagageiro sob medida. Mas as 29 estrangeiras já vem preparadas para viagens e as adaptações necessárias seriam as mesmas que faria em qualquer bicicleta. Como o aro da 29 é o mesmo da 700 (estrada), eu levo pneus para terra e para asfalto. Devido a essa versatilidade, eu consigo encarar qualquer terreno, ideal para longas viagens. Apesar do pneu aro 29 não ser tão comum, os pneus 700 podem ser encontrados em qualquer lugar, pois é o mais usado em bicicletas urbanas”. (André Pasqualini, cicloturista conhecido como O Bicicreteiro, 38 anos, São Paulo - SP).

23 - “Fiz uma viagem de Montevidéu, no Uruguai, ao Rio de Janeiro, em uma bicicleta híbrida (Trek 7100 700x35). Eu achei um pouco difícil encontrar raios na medida correta; como quebrou quatro em toda a minha viagem, precisei fazer reparos em diferentes cidades. Nas oficinas, os mecânicos sempre estavam dispostos a dar uma solução, mas era algo transitório, fora da medida adequada. Conseguir câmaras também foi difícil: algumas eram muito finas, em outras a válvula não encaixava direito. Na questão da comodidade ela é excelente: a postura é boa e a pedalada rende”. (Juan “Loliño”, Uruguai).

24 - “Na Europa, as bicicletas típicas para cicloturismo são as chamadas trekking, que têm aro 28. Nesse caso, o pessoal não pensa em adaptar uma 29 para cicloturismo, pois a 29 foi criada principalmente para o MTB. O fundamental é que o ciclista esteja acostumado com a bicicleta que tem, seja 26, 27.5, 28 ou 29; um giro no pedal de uma 29 percorre mais distância, mas é tanta diferença assim? No cicloturismo, principalmente, a reposição de peças ainda é uma desvantagem. Por exemplo, se eu tiver problemas com a bike no Himalaia, tenho mais chances de encontrar peças tendo uma 26 do que uma 29. Bicicletas 26 você encontra em quase qualquer parte do mundo”. (Fábio Zander, 35 anos, brasileiro que trabalha com cicloturismo em Munique, Alemanha).

Fala, Adil

“Realizei uma cicloviagem através do mítico Caminho de Santiago pedalando uma Scott Scale 29 Pro. Na ocasião, optei por um ritmo mais performance, cumprindo os quase 800 km em oito dias. O equipamento foi extremamente exigido e não me causou qualquer problema, bem ao contrário, minha 29er foi fundamental para eu manter esse ritmo elevado e ainda chegar menos cansado ao final de cada dia. Carreguei o mínimo necessário de bagagem e, como curiosidade, incluí um leve pneu de cyclocross na mala para qualquer emergência, uma vez que o diâmetro da roda nas 29 é o mesmo que nas bikes de speed, o que torna o aro 29 extremamente versátil. Garanto que o cicloturista não ficará um dia sequer sem pedalar por conta de dificuldades com o equipamento”.

Portanto: Em questão de desempenho e conforto, a bike 29 é muito boa para cicloturismo, pois a pedalada rende em trajetos longos. A bike 29 também é bastante versátil, podendo ser adequada ao asfalto e à terra. A manutenção é tranquila pois é praticamente igual à bike 26, mas repor peças, dependendo da cidade em que você está, pode ser um problema.

Por que é assim: Como o diâmetro do pneu 29 é o mesmo das bicicletas speed, ela ganha essa característica híbrida, ganha em versatilidade, e o cicloturista pode usar o pneu adequado para cada trecho da viagem: no asfalto, usa 700, na terra, usa 29. Por ainda estar ganhando mercado, cidades mais pequenas podem não oferecer as peças específicas para 29.

O que fazer: Leve itens reservas mais específicos das 29 para não ficar na mão: raios, câmaras e pneus, além das ferramentas necessárias para fazer a troca.

Na cidade

Você comprou uma bike 29 para as trilhas do final de semana, mas também quer ir trabalhar com ela, pedalando na cidade?

25 - “Faço uso misto da minha bike (urbano e trilhas). Minha dificuldade de adaptação foi com o guidão para manobrar entre os carros, pois constantemente esbarro em retrovisores, já que o tamanho do guidão costuma ser maior do que na 26. Eu tinha certa resistência em migrar para uma 29 pois temia perder agilidade, mas isso não existe, é uma questão de adaptação rápida”. (Willyen Ip, 39 anos, São Paulo - SP).

26 - “No trânsito, eu me sinto mais seguro pela posição mais alta. Eu não sou muito alto (1,75 m), então, com a 29 eu consigo ver por cima do teto dos carros; por exemplo, se tem um carro querendo entrar na frente do veículo à sua frente, você pode prever um possível acidente. Além de parecer mais visível para os motoristas, é muito mais fácil subir em calçadas, guias e enfrentar buracos. A desvantagem, para quem não está acostumado, está em manobrar entre os carros no trânsito pesado, pois a bike 29 é um pouco mais longa do que a 26, então, algumas vezes você acaba tirando algumas finas dos automóveis”. (Rafael Gustavo Guarda, 30 anos, São Paulo - SP).

27 - “Tenho variado entre a 29 e uma 26 para ir ao trabalho. Para circular entre carros e ônibus lentos, a 26 é mais ágil, mas quando tudo flui melhor, a 29 anda melhor. Acho que há um empate”. (Fábio Barbosa Almeida, 38 anos, São Paulo - SP).

28 - “Na verdade, só identifiquei um ponto negativo: o transporte de bikes 29 é mais complicado. Mas no pedal, só tem pontos positivos: transpor obstáculos, pedalada mais confortável, achei bem rápida nas largadas e rende muito mais em velocidade média”. (Fábio Bertini Paes, 33 anos, São Paulo - SP).

29 - “Por ser novidade, o preço das 29 ainda é um pouco salgado: essa seria a única desvantagem para o uso cotidiano”. (Sandro Montico, 42 anos, Morungaba - SP).

Portanto: De 29 no trânsito, você vai se sentir mais visível e também ver melhor, o que ajuda a prever a intenção dos motoristas. Valem, também, todas as vantagens das rodonas, como o fato de subir melhor um meio-fio, por exemplo, e a versatilidade do uso de pneu para asfalto durante a semana e para trilha nos finais de semana. Dependendo do ciclista, a retomada de velocidade e a agilidade entre os carros pode ser menor. O preço para manter uma 29 ainda pode ser um pouco maior. Pelo tamanho, a bike fica um pouco mais difícil de transportar, por exemplo, em um rack de carro.

Por que é assim: Com as configurações existentes atualmente, a bike "cresce" com o aumento do pneu de 26 para 29: isso lhe dá mais presença no trânsito. O fato da bike 29 ainda não ser tão popular, mas estar em franco crescimento no mercado, faz os preços serem mais altos.

O que fazer: Procure adaptar a sua forma de pedalar para alcançar a maneira mais rápida de retomar velocidade e ganhar agilidade no trânsito, para aumentar a sua segurança e evitar acidentes e danos. Para "driblar" os preços mais altos, pesquise bastante. A internet é uma aliada, tanto na troca de informações como na oferta de produtos através das lojas on-line.

A bike 29 é para você?

O objetivo da nova bike não é ser uma evolução da 26, mas uma opção, uma alternativa que pode ser utilizada em qualquer ocasião em que você usaria a 26. Há muitas vantagens nas rodas maiores, e qualquer dificuldade inicial passa pela adaptação à novidade. Certamente, as 29 ainda vão evoluir muito, da mesma forma que as 26 ainda podem melhorar.

Quando se fala em 26 versus 29, você vai ouvir vários comentários, mas não há um estudo científico completo que comprove as vantagens e desvantagens. Tudo depende, portanto, de preferências pessoais, pois ambas são incríveis - são bicicletas! Se você pensa em ter uma bike 29, faça um "teste drive" para sentir as diferenças. Não precisa ter medo de trocar por causa do seu porte físico ou por causa de qualquer característica da trilha que você gosta de andar ou formato de prova que prefere competir.

Se estiver buscando performance, a 29 é para você. Se o negócio é lazer e a preocupação é com o conforto, a 29 é para você. Se o objetivo é viajar e pedalar alta quilometragem, seja na cidade, no asfalto ou na terra, a 29 é para você.

Informações

O Projeto 29 Brasil (www.29er.com.br) e o site pedal29.com.br são iniciativas importantes que merecem destaque, por serem bastante informativos e interativos. Vale, também, trocar ideias com outros usuários das rodonas nos fóruns do pedal.

Fala, Guiné

O biótipo da pessoa faz diferença na escolha pela bike 29?

“Antigamente” eu poderia dizer que sim. Seria somente para ciclistas altos, justamente por só acharmos quadros acima de 17'' e ninguém entender nada sobre o novo formato. Mas com o passar dos anos, muitos testes foram executados para corrigir e chegar na geometria e padrão correto de uma verdadeira bike 29. Os estudos e as tecnologias voltadas para tal evoluíram bastante por parte de alguns fabricantes, fazendo com que estes saíssem na frente diante, com variações de quadros menores.                                                         

Neste contexto, não tem mais história que só serve para pessoas altas. Um exemplo claro foi a conquista do bronze da americana  Willow Koerber* no mundial de 2009 (primeiro pódio de uma 29 em mundiais). Koerber é muito baixa e ainda conseguiu andar na frente durante as primeiras voltas. Em 2010 ela conquistou o bronze novamente no mundial; não competiu em 2011 porque se casou com Myles Rockwell* e ficou grávida. Mas a escolha e o uso da bike 29 depende muito da adaptação. Alguns pilotos baixos não estão se adaptando ainda.

A escolha de uma bike 29 não vai fazer ninguém ganhar corrida. Antes disto, o ciclista precisa estar preparado, pois o velho ditado: “bike leve ou bike top não ganha corrida”; mas ajuda. Esse ditado só não é válido àqueles ciclistas que estão no topo, já que os mesmos estão muito igualados e um simples peso a mais faz diferença. Porém, digestão errada na noite anterior pode comprometer sua performance.

Aqui no Brasil, muita gente vem questionando isso: qual a melhor bike? De fato, as rodas grandes são superiores em tudo, apenas não são no arranque (física). Todos sabem que uma roda maior demora mais para embalar, apenas isso. Se vê que essa teoria já vem sendo questionada pela dinâmica e fluência das rodas gigantes: elas conseguem excluir o atraso desse arranque metros depois. Uma prova viva e real foi a sétima etapa da Copa do Mundo de MTB em 2011, quando Jaroslav Kulhay venceu Nino Schurter* no sprint de chegada: bike full 29 x hard tail 26. O que dizer?

Qual é o melhor e o pior tipo de terreno e topografia para a bike 29?

Não tem o melhor terreno para uma bike 29. Antes, os quadros não estavam preparados para um circuito mais travado, mas hoje os fabricantes oferecem modelos atualizados a este problema. Acabou a velha história de que não rende. Sobre as subidas... sobem muito melhor: mais confortável e constante; palavras dos milhares usuários. Na descida, uma avalanche. Não precisa escolher a melhor linha. Já no plano, eu costumo dizer que a bike 29 é a speed do barro. Se alguém ainda questiona que existe um terreno que ela não anda bem, todas as dúvidas ficaram no último mundial. Os suíços fizeram o mais difícil circuito da história em mundiais: raízes, drops, rock gardens, singletrack travado, subidas curtas e íngremes (teste de arrancada) e longos trechos de subidas. Como se não bastasse estas dificuldades, choveu muito, dando uma cobertura especial de lama, muita lama. O resultado foi a vitória de uma bike 29 full suspension, com o tcheco Jaroslav Kulhavy. Eu digo que foi o tiro de misericórdia a todos aqueles que falavam coisa com nada em relação as rodas gigantes sem nunca terem testado uma.

Quando as 29 apareceram, muitas brigas surgiram: amantes x tradicionalistas; com a famosa neura do peso. Vários vídeos na internet respondem todas as dúvidas em relação ao rendimento ou distância percorrida das duas bicicletas. Tal fato é comprovado em circuitos que elevam diversos graus de dificuldades, em que uma câmera e cronômetro são acionados para qualquer um tirar suas conclusões. E esses testes são verdadeiros, pois além da linha do circuito, medem pressão sanguínea, humidade do ar, temperatura, etc. Tudo isso para que não tenha uma margem favorável e erros físicos.

Quem compra uma bike 29 tem mais dificuldade para encontrar peças de reposição ou fazer uma manutenção?

Hoje não temos mais problemas. Os importadores e distribuidores no Brasil já aceitaram o formato como realidade e investem pesado para abastecer suas demandas. Já temos lojas no Brasil que possuem 50% de seus produtos voltados para bikes 29”.  Alguns delas estão se especializando apenas em 29” e já pensam em acabar com as 26”, o que eu acho errado. Sobre a manutenção, estamos bem. A indústria mecânica também oferece ferramentas específicas. O conhecimento em torno da manutenção das suspensões, rodas, raios e pneus permanecem iguais, apenas o tamanho mudou. Uma coisa que os usuários de 29 precisam saber é sobre a calibragem dos pneus que são diferentes e algumas pessoas ainda não aprenderam. Muitos usam as mesmas pressões das 26”, o que vem ocasionando empenos na rodas por estarem muito duros. Antes de pedalar, verifique a calibragem.

O brasileiro ainda está aprendendo com as bikes 29. Muita coisa é diferente, principalmente nas rodas. O simples fato de usar um pneu mais fino pensando que vai andar mais do que um pneu mais grosso está errado. O poder da 29 está na área de contato e sua transposição dos obstáculos, se você tirar isso dela erradamente, a bike não vai render. Toda teoria das 29 está voltada para as rodas. Assim como nos pneus 26, o peso do atleta influencia, mas nas rodas 29 não muito. Se o biker souber usar a calibragem correta e o pneu para tal terreno, tem um grande aliado para o sucesso e a vitória.

Às vezes, o pneu mais alto (fino ou grosso) para um ciclista pesado vai render a ele um conforto e um giro muito melhor do que um baixo; mesmo que o pneu seja pesado. E se o ciclista leve vier dizer que não precisa de pneu grosso ou alto, ele está completamente errado. Em uma bike 26, peso leve dificulta na tração em certos terrenos e casos, e por isso precisa de um pneu com mais birro. Já na 29, o ciclista leve só precisa baixar a calibragem, seja qual for o desenho ou medida. E se usar um pneu baixo e grosso, melhor ainda. Agora se você não sabe que o pneu tem três medidas, vai precisar aprender antes de executar as calibragens e escolhas ideais.

“Muitos ciclistas” estão usando 38 a 40 psi. Se for pedalar em estradas de terra batida ou asfalto, pode até ser. Mas numa trilha, pode usar até 25 psi. E o rendimento será melhor do que um pneu com 38 psi. Alguns pneus de bike 29 tem o favorecimento de calibragens baixas, principalmente se usarem com o líquido anti-furo e sem câmaras. Experimente corretamente!

Fale sobre o uso da 29 para cicloturismo.

O cicloturismo vem mudando sua forma de uns anos para cá, saindo mais dos tradicionais asfalto e estradão, e invadindo as trilhas mais difíceis como nas expedições. Com novos desafios, alguns aventureiros dos Estados Unidos passaram a usar as bikes 29 em suas jornadas e publicar relatos interessantes do uso das mesmas, elogiando o comportamento perante às pedaladas (viagens). O fato é que uma bike 29 é mais estruturada (tubulação) do que uma bike híbrida. Com os pneus mais grossos, a bike passou a transpor obstáculos nestas aventuras sem deixar o piloto desequilibrar e suportar mais peso, mantendo uma melhor dinâmica do giro da roda e, principalmente, evitando furos, a neura dos cicloturistas. Em relação ao uso de alforjes, não são todos os quadros que têm furações do tipo (apenas os mais antigos). Mas seguindo um novo nicho de mercado, alguns fabricantes já estão refazendo modelos intermediários (linhas básicas) com estas furações.

Aqui no Brasil, o cicloturista ainda tem dificuldades em achar pneus de híbridas ou acessórios específicos para tal. Temos poucas lojas específicas, mas ainda é muito limitado a expansão da “modalidade” em outros locais do país em relação ao mountain bike. Por isso que surgem as adaptações e gambiarras numa situação de emergência.

Fale sobre o uso da 29 na cidade.

Os importadores e distribuidores do Brasil nunca focaram para as bicicletas híbridas. São poucos aqueles que oferecem modelos, mas com a mobilidade urbana em alta, o mercado virou os olhos e agora todos querem comer uma “fatia do asfalto”. Ainda na falta das híbridas, muitos passaram a aderir à roda gigante. O conforto dos pneus mais grossos (contra buracos), a facilidade de pilotar, suspensão mais robusta e o uso da bike em qualquer situação, são os principais fatores. Sem falar do costume e adaptação da antiga bike 26 e o próprio uso: semana cidade e findi trilha. Não vejo desvantagem para uso de uma bike 29 nos centros urbanos, apenas o preço no mercado.

Em quais casos, na sua opinião, não é uma boa troca deixar de lado a 26 e aderir à 29?

As bikes 29 ainda estão caras em vários lugares do planeta. A indústria internacional teve que acompanhar e seguir esta tendência e fabricar novos gabaritos. Nesta circunstância, tudo torna-se novo e caro até virar popular. Por exemplo, peças da mesma marca e modelo, só porque são 29, algumas chegam a ser 40% mais caro em relação às 26. Para quem quer praticar o mountain bike como lazer, usando a bike como passeio ou mobilidade urbana e utilidades alheias, permaneça ainda com as rodas pequenas. Em qualquer esquina teremos peças tradicionais, câmaras de ar e pneus; estes dois últimos ainda são “diamantes” no mercado nacional; difíceis de achar. Por isso que ainda recomendo as bikes tradicionais para este perfil de usuário. Quando tomar gosto pela modalidade e quiser investir numa coisa superior, já indico as rodas gigantes. Tratando-se do uso profissional, eu deixo a resposta para os diversos atletas do mundo inteiro e alguns daqui do Brasil, que vêm usando os “tanques de guerra” em suas vitórias contra os “jipes”.

* Willow Koerber foi capa da Revista Bicicleta Ano 01 – nº 04 - Março 2011
* Myles Rockwell foi um dos maiores atletas de downhill da história. O atleta deu fim na carreira após se preso por plantar e vender maconha em casa.
* Jaroslav Kulhavy foi o primeiro atleta a se destacar no cenário internacional com uma bike 29. Ele conquistou tudo que disputou em 2011: mundial, campeonato europeu e Copa do Mundo de MTB (venceu 5 etapas). O tcheco já tinha ganho o campeonato europeu de 2010 e outras provas no mesmo ano.
Nino Schurter* é um dos melhores atletas do mundo, que muitos outros se espelham. Este suíço é neurótico por peso e contra as bikes 29. Mas a realidade é que ele é muito baixo e não se adaptou as rodas gigantes. Tal fato que vem usando bike 650B (aro 27.5) .

(Wagner Figueiredo Silva, o Guiné, 35 anos, Salvador - BA, teve seu primeiro contato com as bikes 29 no Demo Day da Interbike de 1996. Dois anos mais tarde, na mesma feira, ganhou uma 29 de Gary Fisher, na base da choradeira. Mesmo tendo que vendê-la em 2002, por falta de peças no conjunto das rodas (raios, pneus e câmaras), Guiné nunca abandonou as rodas gigantes, sempre acompanhando sua evolução.)

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