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2013 – Ano Internacional de Cooperação pela Água.

O que cabe a nós, ciclistas?

Revista Bicicleta por Therbio Felipe
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27/03/2013
2013 – Ano Internacional de Cooperação pela Água.
Divulgação

O dia 22 de março é conhecido como o Dia Mundial da Água, recurso indispensável à vida. A UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Cultura e Ciência), após revelar que mais de 145 países compartilham uma bacia hidrográfica com pelo menos mais uma nação, veio a declarar o ano de 2013 como sendo o Ano Internacional de Cooperação pela Água, no último dia 11 de fevereiro, em Paris - França.

O objetivo é de promover a tomada de consciência por parte da população, dos líderes governamentais e empresariais sobre a importância e necessidade de urgente cooperação para o manejo dos recursos hídricos, já em estado de degradação e limitada qualidade diante de uma demanda crescente e vertiginosa.

A idéia de compartilhamento dos recursos hídricos, segundo a UNESCO, está sustentada pela cooperação e a colaboração de todos os atores direta ou indiretamente envolvidos na questão. E isto passa pela viabilização de programas mantidos por capital público-privado destinado à gestão do acesso e distribuição da água, fomento à mitigação do desperdício, educação para a partilha e cuidado da água disponível, agricultura de mínimo impacto, Green building, entre outras ações.

Com base no que expõe um dos mais renomados pesquisadores do tema, Dr. Aldo Rebouças, é seguro admitir que boa parte da precarização e degradação do recurso se deve ao modelo de sociedade de consumo a qual insistimos produzir. Sem apelar para números, porém, para a coerência, a análise do especialista incide muito mais sobre a degradação do ambiente decorrente do comportamento individualista da sociedade do que sobre a consideração que a água é um bem, além de ser recurso.

Mais de 68% do impacto ambiental sofrido nas bacias hidrográficas se origina na emissão de gases, em especial o C0², correspondente ao consumo energético à base do petróleo, sobrecarregando a capacidade que a cobertura vegetal e os oceanos têm de regular a temperatura e minimizar os efeitos deste gás nocivos à vida do planeta.

A escolha por conceber cidades feitas para pessoas implica em uma considerável minimização na velocidade com que a própria sociedade se reinventa. O uso de bicicletas irrestritamente no cotidiano diminui em larga escala a dispersão de C0², além de contribuir para a saúde da própria população. Parece que, em âmbito global, tais escolhas, antes de representarem uma nova cultura, são a única saída para milhares de localidades ante a degradação das condições necessárias à sobrevivência.

Inúmeras nações pelo mundo estão assumindo sua co-responsabilidade pela depreciação do manancial hídrico, porém, pouco se efetiva na prática. Em muito a cooperação pela água poderá contribuir para a aceitação das diferenças culturais entre países vizinhos fisicamente, porém, afastados pelo preconceito, ignorância e violência ante a cultura e idiossincrasia externas.

O Brasil tem muito a contribuir com este movimento em prol da vida, tanto que temos a sorte do presidente do Conselho Mundial da Água ser o brasileiro Benedito Braga. Mais ainda, o país possui uma das mais importantes bacias hidrográficas do planeta em seu território, constituída não apenas por arroios, lagos, lagoas, lagunas, riachos, represas e rios como o Amazonas, Araguaia, São Francisco, Tietê, Paraná, Pelotas, Uruguai, mas também pelo Aqüífero Guarani, disperso pelo subterrâneo de, no mínimo, oito estados brasileiros e pelo Aqüífero Alter-do-Chão, sob o solo do Pará, Amapá e Amazonas, que pode vir a ser considerado maior ainda que o primeiro.

Ainda comentando sobre o importante compromisso que o Brasil deve assumir, sabe-se que quase a totalidade dos principais rios regionais brasileiros tem águas compartilhadas com outros estados e até mesmo países, como é o caso da Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Colômbia, Peru, Venezuela, Equador e Guiana.

É por este motivo que acreditamos que, levadas à efetividade, ações como a disseminação e democratização de conhecimentos técnico-científicos acerca da gestão colaborativa da água, além do referido compartilhamento, poderão ser consideradas como de promoção da paz, em realidade, mais do que estritamente socioambientais.

Estamos convictos que um dos compromissos mais importantes assumidos pelo movimento cicloativista pelo mundo é o de fomentar e incentivar as escolhas de milhões e milhões de indivíduos que ainda não optaram indistintamente pela bicicleta. Afinal, o corpo humano e o planeta Terra (ironicamente assim denominado) são constituídos de mais de 70% de água, em diferentes estados físicos, orgânicos e físico-químicos.

Já que é fato que nos mobilizamos em favor da saúde, da minimização do estresse, da concepção de cidades e ambientes sociais mais qualitativos, este é um assunto que nos atinge diretamente e que não pode estar à margem (ironicamente, mais uma vez) de nossos debates.

Para encerrar, acredito que a frase “antes de separar as duas margens, o rio as une” faz muito sentido para todos nós, em inúmeras dimensões. Reflitamos.

Para mais informações, acesse:

http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/2013-international-year-of-water-cooperation/

http://aguasdemarco.ana.gov.br/2013/

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