REVISTA BICICLETA - 1.600 Km Até Montevidéu
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1.600 Km Até Montevidéu

Os amigos João e Marcos saíram de Campo Largo – PR e pedalaram durante 12 dias e mais de 1.600 km até chegar ao destino: Montevidéu, capital do Uruguai. Veja um bate-papo com a dupla e fotos dessa aventura.

Revista Bicicleta por Anderson Ricardo Schörner
6.869 visualizações
10/08/2016
1.600 Km Até Montevidéu
Foto: Arquivo Pessoal

Um breve perfil dos dois ciclistas.

João Batista dos Santos é empresário e tem 52 anos; seu amigo Marcos Bobrik é servidor público, 36 anos. João pedala há 12 anos, Marcos desde os 12 anos de idade. Ambos participam do clube Ciclistas Campo Largo, fundado há cinco anos e com mais de 100 associados que participam de diversos eventos de bike, por toda a região. Foi durante um desses encontros que João e Marcos se conheceram e toparam o desafio de fazer a viagem ao Uruguai, uma experiência que eles jamais esquecerão.

Entrevista

Antes dessa cicloviagem, já haviam feito alguma outra viagem de bicicleta?

Essa não é a primeira vez que participamos de viagens e aventuras. Em 2015, João Batista fez sua primeira viagem longa de bicicleta. Com cinco dias de pedaladas, ele e um outro amigo percorreram mais de 700 km até a Argentina.

Qual foi a motivação pra realizar uma viagem assim, de bike?

Gostamos muito de pedalar e consideramos que a melhor forma de realizar uma viagem é de bike. Viajar de bicicleta nos proporcionou uma vivência melhor das paisagens maravilhosas que conhecemos durante esses 12 dias até a chegada em Montevidéu. De carro ou outro meio de transporte, a experiência não teria sido vivida com a mesma intensidade.

Por que o destino: Montevidéu?

O destino deu-se pela nossa vontade de conhecer novas culturas, paisagens, alimentação diferenciada da que estamos acostumados em casa, além da possibilidade de fazer novos amigos. Também queríamos um trecho mais longo, por isso decidimos percorrer cerca de 1.600 km até Montevidéu.

Durante os 12 dias de pedal, o que mais chamou a atenção de vocês? Quais são os pontos mais interessantes da viagem que vocês puderam conhecer?

Passamos frio, cansaço, sol, chuva, muito vento, travessia de balsa, barco, mas concluímos nosso objetivo. Durante nossa pedalada, mais precisamente em Balneário La Paloma, na costa uruguaia, tivemos uma surpresa. Pelo recurso do GPS e pelo aplicativo Google Maps, a travessia da Laguna de Rocha, que fica à beira-mar, poderia ser realizada pela areia. No entanto, não havia mais espaço para passagem pela areia, pois o espaço mostrado como areia pelo aplicativo estava totalmente coberto de água. Para não precisarmos retornar e buscar outro caminho alternativo, que nos custaria mais de 70 km de pedalada, resolvemos pedir ajudar a pescadores que moram no local e com o apoio deles percorremos de barco a travessia da Laguna de Rocha. Dentre diversas paisagens, conhecemos belas praias, parques, praças, presenciamos a arquitetura belíssima, o monumento “Los Dedos”, passamos pelo farol de Punta Carretas, alguns dos principais pontos turísticos de quem visita o país.

Há diferenças significativas entre pedalar no Brasil e pedalar no Uruguai?

Sim, a segurança para pedalar no Uruguai nos deixou muito felizes. Os motoristas de lá respeitam os ciclistas, dando preferência, tomando todo o cuidado conosco.

Qual foi o maior desafio da viagem?

O frio que pegamos foi intenso, de até 2°C negativos e com máxima de 18°C, por isso recomendamos fazer a viagem na primavera ou no verão. O vento também prejudicou, reduzindo a velocidade mesmo em trechos de retas. Com o vento a velocidade média caiu de 27 km/h para 10 a 12 km/h, sendo necessário realizar mais força para pedalar nessas condições.

E a bagagem?

Na nossa bagagem levamos apenas o essencial, como roupas, acessórios para reparos, suplementação e alguns medicamentos. Vale ressaltar que fomos patrocinados pela Vita Nutrition e a medicação foi fornecida pelo Dr. João Luis. No total, a bagagem e a bike ficaram pesando em torno de 36 kg.

Encontraram outros cicloviajantes?

Sim, encontramos um cicloviajante que vinha do Rio de Janeiro com destino a Ushuaia, na Argentina. No momento em que nos encontramos ele já havia percorrido cerca de 1.100 km.

Que dicas dariam para quem quiser fazer o mesmo trajeto?

Para realizar uma viagem de longa duração recomendamos preparo, tanto físico quanto psicológico, pois adversidades podem ocorrer durante o trajeto, mas nada que, com coragem e força de vontade, não possa ser superado. Para quem não quiser passar muito frio, a primavera e o verão é mais recomendado para realização desta cicloviagem.

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